Na Índia, são ensinadas “quatro leis da espiritualidade”:
A primeira diz: "A pessoa que vem é a pessoa certa". Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo conosco, têm algo para nos fazer aprender e evoluir em cada situação.
A segunda lei diz: "Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido". Nada, nada absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum "se eu tivesse feito tal coisa..." Ou "aconteceu que um outro ...". Não. O que aconteceu foi tudo o que deveria ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem nas nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz: "Toda vez que iniciares algo é o momento certo". Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo nas nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma: "Quando algo termina, termina". Simplesmente assim. Se algo acabou nas nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e enriquecer-se com a experiência.
Não é por acaso que estamos a ler este texto agora. Se ele veio à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado!
“Saber não é tudo. É necessário fazer. E para bem fazer, homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a companheira direta do amor”.
Que Deus nos abençoe nesta caminhada rumo ao progresso espiritual e que estejamos sempre em suas mãos para Lhe servir de instrumento do seu amor.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
A terra não pertence ao homem...
Discurso do Chefe Seattle (1786-1866), de 1845, como resposta à proposta de compra das terras onde habitava a sua tribo Duwamish, feita pelo Presidente dos Estados Unidos de então (saiba mais na fonte: página do Grupo de Permacultura da UFPA):
«O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade.
Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.
Minhas palavras são como as estrelas que nunca empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.
O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar da água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou missanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.
Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.
Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo a pinheiro.
O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.
O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.
Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisonte que (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.
Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.
De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.
Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará, para chorar sobre os túmulos de um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos.
Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando todos os bisontes forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.
Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometeste. Lá, talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.
Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse: E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.»
«O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade.
Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.
Minhas palavras são como as estrelas que nunca empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.
O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar da água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou missanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.
Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.
Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo a pinheiro.
O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.
O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.
Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisonte que (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.
Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.
De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.
Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará, para chorar sobre os túmulos de um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos.
Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando todos os bisontes forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.
Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometeste. Lá, talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.
Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse: E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.»
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Entre lágrimas e sorrisos...
Por 9 meses, minha mãe carregou-me em seu ventre. Inconscientemente, crescia ali uma gota de mudança. A menina do meio, entre três irmãs, sabia desde o início que meus sonhos eram grandes, mas Walt Disney definiu isso da melhor forma possível: "If you can dream, you can do" (Se você pode sonhar, você pode fazer). As dificuldades do mundo real me fizeram crescer com a certeza de estar vivendo na melhor família do mundo. Juntos, enfrentamos provações, superamos dores e perdas, festejamos conquistas, conquistamos felicidades. Tínhamos o amor e a união como presentes de Deus para tocarmos a vida.
O tempo passa, e tudo vem com ele. A formação de opinião, as influências sociais, a criação de valores, os planos, objetivos. E, muitas vezes, a essência pessoal é distorcida, coberta por paradigmas e divergências culturais, na tentativa de ditar o que é o certo e o errado. Mas, em algum momento, o destino nos faz acordar. Em uma mísera fração de segundo, nos deparamos com alguma situação que nos pede um olhar diferente. E, por mais tomados de sentimentos "comuns" que estejamos, nossa essência aflora, explode clamando por atenção. Neste momento, uma pausa na vida se faz necessária, mil e um pensamentos à organizar, sentimentos difusos à orientar, ideais achados, perdidos, retomados, planos à se desligar, mas um objetivo grandioso à focar: RETOMAR A CONSCIÊNCIA DE VIDA. ACORDAR!
E quando o sol bate no rosto, quando a "ficha cai", de certa forma se percebe que se deixou de viver, se passou a um contentamento em existir, em usufruir, em consumir. E este mesmo raio de sol ilumina aquele espaço obscuro em nossa mente.
A consciência da criança renasce, os sonhos ressurgem. E quem há tempos era menina, agora se vê mulher, tomada de energia, empolgação, entusiasmo, transbordando de vida, pronta para uma última respirada bem profunda, antes de encarar aquele primeiro passo definitivo para a real mudança, que se faz tão necessária agora.
O tempo passa, e tudo vem com ele. A formação de opinião, as influências sociais, a criação de valores, os planos, objetivos. E, muitas vezes, a essência pessoal é distorcida, coberta por paradigmas e divergências culturais, na tentativa de ditar o que é o certo e o errado. Mas, em algum momento, o destino nos faz acordar. Em uma mísera fração de segundo, nos deparamos com alguma situação que nos pede um olhar diferente. E, por mais tomados de sentimentos "comuns" que estejamos, nossa essência aflora, explode clamando por atenção. Neste momento, uma pausa na vida se faz necessária, mil e um pensamentos à organizar, sentimentos difusos à orientar, ideais achados, perdidos, retomados, planos à se desligar, mas um objetivo grandioso à focar: RETOMAR A CONSCIÊNCIA DE VIDA. ACORDAR!
E quando o sol bate no rosto, quando a "ficha cai", de certa forma se percebe que se deixou de viver, se passou a um contentamento em existir, em usufruir, em consumir. E este mesmo raio de sol ilumina aquele espaço obscuro em nossa mente.
A consciência da criança renasce, os sonhos ressurgem. E quem há tempos era menina, agora se vê mulher, tomada de energia, empolgação, entusiasmo, transbordando de vida, pronta para uma última respirada bem profunda, antes de encarar aquele primeiro passo definitivo para a real mudança, que se faz tão necessária agora.
E se eu quisesse morar no meio do mato, construir uma casinha de barro, plantar, colher, viver e mudar o mundo, você me acompanharia?
Caminhos da crise...
"Quando nos despedimos, Hiroshi nos alertou sobre os caminhos que a crise atual pode nos conduzir:
Como vocês poderão enfrentar a crise mundial que está vindo? A melhor maneira é adotar um estilo de vida simples e de elevados pensamentos...
Escolham um lugar adequado para morar, mas não maior do que realmente necessitam, e se possível, num local onde os impostos e outros encargos sejam razoáveis. Façam as suas próprias roupas; conservem os vossos próprios alimentos.
Cultivem as vossas próprias hortas, e se possível, criem algumas galinhas para produzirem ovos. Cuidem vocês próprios do jardim, do contrário perderão dinheiro pagando a um jardineiro. Levem uma vida simples e gozem daquilo que Deus vos proporciona sem buscar prazeres falsos e dispendiosos.
Muito há escondido na natureza de Deus para fascinar a mente humana. Usem vosso tempo livre para ler livros proveitosos, meditem e apreciem viver uma vida sem complicações. Não é melhor viver com simplicidade, com menos preocupações e com tempo para procurar Deus, do que possuir uma mansão, dois carros, e prestações e amortizações que não consigam enfrentar?
O homem tem que voltar para o campo; isto finalmente acontecerá. Se pensam que isto não acontecerá, verificarão que estavam enganados. Independentemente de onde esteja a vossa casa e o vosso trabalho, cortem os luxos, comprem roupas mais baratas, abasteçam-se das coisas que realmente necessitam, cultivem a vossa própria comida, e ponham de lado, regularmente, algum dinheiro, para maior segurança."
( Trecho do livro: ""Permacultura e as Tecnologias de convivência". Autor: Eduardo Antonio Bonzatto. O referido trecho cita Edson Hiroshi, conhecido permacultor, proprietário da Ecovila Clareando, na Serra da Mantiqueira.)
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Ótimo texto do Chefe Osvaldo...
Amigo, que surpresa, você é Escoteiro? - Não diga!
Ah! Meu amigo e como sou. Nem imaginas o meu orgulho em ser um destes milhões que moram neste mundão de Deus. Sabe meu amigo, no escotismo estou aprendendo a ser alguém responsável para que todos que me amam possam um dia orgulhar. Ali junto aos meus amigos eu aprendo que o caráter é importante em cada um de nós. Que ser leal é ponto de honra, e minha palavra? Sim é sagrada. Estou aprendendo que a honra faz parte dos honestos. Que a ética é mais que tudo. Aprendo tantas coisas que cada dia que passa mais me orgulho de pertencer a este movimento maravilhoso.
Eu sei que você não sabe, mas são tantas coisas maravilhosas que acontecem comigo, que hoje sei que a felicidade pode ser alcançada e eu a já a alcancei. Sou um privilegiado por Deus em estar aqui. Saiba meu querido amigo que eu já vi um céu estrelado deitado na relva, em volta de uma fogueira cheia de amigos e amigas. Ali vi as constelações, um cometa que passa deixando um raio de luz no espaço sideral, uma lua enorme suspensa no céu. E é isto meu amigo que mais e mais me leva a certeza que o escoteiro é puro nos seus pensamentos, nas suas palavras e nas suas ações.
Eu gostaria que um dia você pudesse junto comigo dormir sob as estrelas! Fazer delas sua barraca. Ver o nascer do sol e ver ele se pôr ainda vermelho no horizonte deixando uma marca profunda em nossos corações. Quem sabe um dia vai poder comigo saborear o cheiro da terra molhada, do perfume das flores silvestres, do som maravilhoso da passarada, do piar da coruja em um carvalho qualquer. Quem sabe um dia vais poder beber a água límpida de uma nascente que corre na terra e em sua viagem irá refrescar terras e animais até que um dia vai alcançar o mar. Quem sabe você vai poder ver o lenho crepitando em uma bela fogueira onde todos riem, cantam e com seus olhos esperançosos vão vendo as fagulhas subirem aos céus, languidas e serenas até que a aragem leva-as para longe daquela clareira cheia de vida.
Meu amigo pode acreditar, é lindo e fabuloso ser do movimento escoteiro. Acho que é um privilégio de poucos e sinceramente? Poderia ser o privilégio de muitos. Quando vejo a chuva caindo em uma floresta, ouço o som imperdível aos ouvidos de um velho mateiro. Sei que você não sabe que temos uma ternura imensa com a natureza. Para nós é fácil encontrar o Norte e o Sul, seguir a sota-vento, barlavento ou encontrar o caminho a sudoeste. Nem imaginas o que é sentir o vento no rosto, descobrir as flores desabrochando nas campinas verdejante. Eu gostaria que você soubesse como é gostoso podemos tirar o calçado e molhar os pés nas águas geladas de um gostoso riacho. Poder sentar e tirar uma soneca embaixo de uma grande e frondosa árvore e olhar em volta com os olhos vibrantes às cores do céu, do mar, das montanhas onde o sol se põe. Poder ver e sentir o cheiro da relva ver o vento que sopra com amor, fazendo ondas no capim verde daquelas campinas verdejantes em vales floridos. Meu amigo, você nem imagina a maravilha que é chegar ao cume de uma montanha e ver o horizonte! Um espetáculo imperdível meu amigo!
Mas olhe, não sei se terá a oportunidade de ter o que temos. É preciso acreditar. É preciso ter fé e coragem. Aqui aprendemos que o medo é próprio dos fracos. Temos como escoteiros ajudar a todos indistintamente e ter força de vontade e amor para conviver em uma vida saudável junto dos demais irmãos escoteiros. Mas saiba, se um dia quiser, quem sabe, você pode até entrar em um Grupo Escoteiro. No entanto não se esqueça, e preste muita atenção. Qualquer um pode entrar, mas é importante saber que ser escoteiro não é para qualquer um!
Se um dia tomar a decisão e resolver mesmo, seja bem vindo. Vou lhe esperar de braços abertos. E aí então você sem sombra de dúvida será mais um irmão de tantos milhões espalhados pelo mundo. E quando for, vai saber que o nosso fundador Lord Baden Powell disse algumas palavras para os novos que marcam em cada um de nós. – Ele assim o disse um dia - Saiba você que quer ser Escoteiro, somente os valentes entre os valentes se saúdam com a mão esquerda. E se aceitar o desafio você pode acreditar que será muito bem recebido, pois nós escoteiros somos amigos de todos e irmão dos demais escoteiros.
E quando for um de nós aceite o desafio, coloque sua mochila, levante sua bandeira, cante uma canção, grite seu grito de guerra e parta conosco nesta bela aventura!
Chefe Osvaldo.
Ah! Meu amigo e como sou. Nem imaginas o meu orgulho em ser um destes milhões que moram neste mundão de Deus. Sabe meu amigo, no escotismo estou aprendendo a ser alguém responsável para que todos que me amam possam um dia orgulhar. Ali junto aos meus amigos eu aprendo que o caráter é importante em cada um de nós. Que ser leal é ponto de honra, e minha palavra? Sim é sagrada. Estou aprendendo que a honra faz parte dos honestos. Que a ética é mais que tudo. Aprendo tantas coisas que cada dia que passa mais me orgulho de pertencer a este movimento maravilhoso.
Eu sei que você não sabe, mas são tantas coisas maravilhosas que acontecem comigo, que hoje sei que a felicidade pode ser alcançada e eu a já a alcancei. Sou um privilegiado por Deus em estar aqui. Saiba meu querido amigo que eu já vi um céu estrelado deitado na relva, em volta de uma fogueira cheia de amigos e amigas. Ali vi as constelações, um cometa que passa deixando um raio de luz no espaço sideral, uma lua enorme suspensa no céu. E é isto meu amigo que mais e mais me leva a certeza que o escoteiro é puro nos seus pensamentos, nas suas palavras e nas suas ações.
Eu gostaria que um dia você pudesse junto comigo dormir sob as estrelas! Fazer delas sua barraca. Ver o nascer do sol e ver ele se pôr ainda vermelho no horizonte deixando uma marca profunda em nossos corações. Quem sabe um dia vai poder comigo saborear o cheiro da terra molhada, do perfume das flores silvestres, do som maravilhoso da passarada, do piar da coruja em um carvalho qualquer. Quem sabe um dia vais poder beber a água límpida de uma nascente que corre na terra e em sua viagem irá refrescar terras e animais até que um dia vai alcançar o mar. Quem sabe você vai poder ver o lenho crepitando em uma bela fogueira onde todos riem, cantam e com seus olhos esperançosos vão vendo as fagulhas subirem aos céus, languidas e serenas até que a aragem leva-as para longe daquela clareira cheia de vida.
Meu amigo pode acreditar, é lindo e fabuloso ser do movimento escoteiro. Acho que é um privilégio de poucos e sinceramente? Poderia ser o privilégio de muitos. Quando vejo a chuva caindo em uma floresta, ouço o som imperdível aos ouvidos de um velho mateiro. Sei que você não sabe que temos uma ternura imensa com a natureza. Para nós é fácil encontrar o Norte e o Sul, seguir a sota-vento, barlavento ou encontrar o caminho a sudoeste. Nem imaginas o que é sentir o vento no rosto, descobrir as flores desabrochando nas campinas verdejante. Eu gostaria que você soubesse como é gostoso podemos tirar o calçado e molhar os pés nas águas geladas de um gostoso riacho. Poder sentar e tirar uma soneca embaixo de uma grande e frondosa árvore e olhar em volta com os olhos vibrantes às cores do céu, do mar, das montanhas onde o sol se põe. Poder ver e sentir o cheiro da relva ver o vento que sopra com amor, fazendo ondas no capim verde daquelas campinas verdejantes em vales floridos. Meu amigo, você nem imagina a maravilha que é chegar ao cume de uma montanha e ver o horizonte! Um espetáculo imperdível meu amigo!
Mas olhe, não sei se terá a oportunidade de ter o que temos. É preciso acreditar. É preciso ter fé e coragem. Aqui aprendemos que o medo é próprio dos fracos. Temos como escoteiros ajudar a todos indistintamente e ter força de vontade e amor para conviver em uma vida saudável junto dos demais irmãos escoteiros. Mas saiba, se um dia quiser, quem sabe, você pode até entrar em um Grupo Escoteiro. No entanto não se esqueça, e preste muita atenção. Qualquer um pode entrar, mas é importante saber que ser escoteiro não é para qualquer um!
Se um dia tomar a decisão e resolver mesmo, seja bem vindo. Vou lhe esperar de braços abertos. E aí então você sem sombra de dúvida será mais um irmão de tantos milhões espalhados pelo mundo. E quando for, vai saber que o nosso fundador Lord Baden Powell disse algumas palavras para os novos que marcam em cada um de nós. – Ele assim o disse um dia - Saiba você que quer ser Escoteiro, somente os valentes entre os valentes se saúdam com a mão esquerda. E se aceitar o desafio você pode acreditar que será muito bem recebido, pois nós escoteiros somos amigos de todos e irmão dos demais escoteiros.
E quando for um de nós aceite o desafio, coloque sua mochila, levante sua bandeira, cante uma canção, grite seu grito de guerra e parta conosco nesta bela aventura!
Chefe Osvaldo.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Canção das Estrelas
"Nasci assim, sem me entender. Fluí de um gênero a outro dentro de mim, experimentei, mudei, sofri, me recolhi para compreender a minha natureza. Fui aos extremos e em todos eles, em algum momento, me completei e vivi a minha própria natureza como uma criança que faz arte quando ninguém mais está olhando. Voltei à obscuridade de mim mesmo, repreendi, sufoquei e parei de viver. Subsistia apenas, até que a força natural do que se é emerge em algum ponto da existência. E a vida? Essa, passa a inexistir, sem sentido, sem porquês, apenas se sobrevive. Mas como se diz, a natureza é sábia, e a vida retorna quando encontramos o sentido dela, o sentido de cada um, um novo despertar para aquilo que somos. Nesse momento, as convenções são abandonadas, a natureza fala mais forte e, por incrível que pareça, nesse mundo adoecido de valores e imposições, de esquecimentos, nós passamos a ser os subversivos da "ordem" dita natural. Estamos planejados na matrix, nós, os "subversivos" da ordem dita "natural". E assim como os seres andróginos na mitologia grega, nos é imposto a divisão do nosso ser, a escolha para estar de um lado ou do outro, caso contrário, somos ameaçadores, devemos ser ignorados, combatidos, incorporados ao modelo até que nos ajustemos como a uma roupa que não nos cabe.
Voltemos no tempo. Por um acaso, as tradições milenares são sábias, reconhecem o masculino e o feminino dentro de cada um de nós, dentro de cada coisa que vibra em energia nesse Universo. Juntas, criam, destróem, reconstróem. Separadas, incompreendidas, podem ser enfraquecidas e até aniquiladas. O princípio do Tao evoca a fluidez entre masculino e feminino, a completude, a gama de matizes infinitas dentro dessas possibilidades e, mais uma vez, no vazio e no cheio, no completo e no incompleto, no tudo ou no nada, a natureza manifesta-se novamente. Simples, paradoxal, belo e complexo, como nós.
Vamos um pouco mais adiante no tempo agora. Talvez algo que hoje lhe pareça mais familiar, como as recentes teorias sobre identidades de gênero, calcam seus pés em coisas ancestrais, em parte, mas distorcidas a bel prazer de uns e de outros. Como se diz, nada se cria, tudo se transforma. Mas se tranforma em coisa bela ou em algo fatal para aniquilar-nos novamente. Infelizmente, muitos se apropriam para legitimar suas visões de mundo. Criar uma criança sem gênero, para que ela venha a escolher o que é a sua real natureza? Nada de novo. Já se fazia isso nas tribos nativas, mais precisamente nas da América do Norte, isso sem citar outros lugares, onde tem ressurgido com força o resgate dos seres winkte, "aqueles que mudam", ou os chamados mais popularmente de dois-espíritos. Suas naturezas sobrepunham-se ao seu sexo biológico. Eram considerados seres sagrados, que transitavam no binarismo masculino-feminino sem serem julgados. Apenas eram. Dois espíritos, um homem completo, um uma mulher completa, dentro de um só ser. Podiam ser excelentes guerreiros, chefes, maridos, esposas, tecelãs, ou mulheres e homens medicina, poderiam ser as duas coisas, se assim sentissem suas naturezas. A sua sacralidade era mantida, pelo poder que emanavam, por serem dádivas do Grande Espírito, por serem simplesmente parte da vida e da natureza que flui, sábia em si mesmo. Seres estes, que justamente por serem tão sagrados e vitais, foram escondidos dos colonizadores. O que dizer das chamadas crianças "índigo"? Todos somos índigos. Todos fomos rebeldes com ou sem causa, tolhidos pela domesticação que nos é imposta, sufocamos nossas potencialidades, nossas vontades e qualidades. Nada de novo, outra vez, se formos analisar como são criados os pequeninos seres nas nossas próprias tribos em território brasileiro, e em outros. Livres, para aprender a cair e a levantar-se. Não precisam de teorias que não seja a sapiência de seus cuidadores em saber que a natureza e a vida se encarrega de ensiná-los aquilo que não pode ser ensinado a não ser por suas experiências.
Por fim, pergunto a cada um que lê nesse momento, que reflexão fazes dentro de ti?
Que roupagem teremos que tomar para que haja respeito para com o que realmente somos?
Porque o "diferente" tanto assusta no hoje? Porque deixamos de ser humanos, deixamos de ser natureza para sair fora dela e vê-la como algo a ser domado. Logo, domamos a nós mesmos e ignoramos o que somos.
Abra a porta para você mesmo, abra-a para que possa ver com os olhos do ser que és em essência, e não com os olhos alheios, míopes e tolhidos de Beleza. Somos todos um nó na teia tecida pela vida e somente juntos, poderemos voltar a ser o que somos, a própria Natureza.
Gratidão Wakan, Makan, às forças sagradas do Céu e da Terra. Às quatro direções que convergem e dissipam-se através do nosso eixo, o nosso coração. Voltemos ao colo de nossos ancestrais. Que sejamos dignos de honrar todos nossos Parentes, sendo quem Somos.
Que caminhemos com a Beleza a nossa frente, atrás, acima, abaixo e ao nosso redor. Que sejam belas as nossas palavras.
Aho. Mitakuye Oyasin!
Assim eu, um winkte, falei."
Menkaiká - Canção das Estrelas
Terra Mistica
Voltemos no tempo. Por um acaso, as tradições milenares são sábias, reconhecem o masculino e o feminino dentro de cada um de nós, dentro de cada coisa que vibra em energia nesse Universo. Juntas, criam, destróem, reconstróem. Separadas, incompreendidas, podem ser enfraquecidas e até aniquiladas. O princípio do Tao evoca a fluidez entre masculino e feminino, a completude, a gama de matizes infinitas dentro dessas possibilidades e, mais uma vez, no vazio e no cheio, no completo e no incompleto, no tudo ou no nada, a natureza manifesta-se novamente. Simples, paradoxal, belo e complexo, como nós.
Vamos um pouco mais adiante no tempo agora. Talvez algo que hoje lhe pareça mais familiar, como as recentes teorias sobre identidades de gênero, calcam seus pés em coisas ancestrais, em parte, mas distorcidas a bel prazer de uns e de outros. Como se diz, nada se cria, tudo se transforma. Mas se tranforma em coisa bela ou em algo fatal para aniquilar-nos novamente. Infelizmente, muitos se apropriam para legitimar suas visões de mundo. Criar uma criança sem gênero, para que ela venha a escolher o que é a sua real natureza? Nada de novo. Já se fazia isso nas tribos nativas, mais precisamente nas da América do Norte, isso sem citar outros lugares, onde tem ressurgido com força o resgate dos seres winkte, "aqueles que mudam", ou os chamados mais popularmente de dois-espíritos. Suas naturezas sobrepunham-se ao seu sexo biológico. Eram considerados seres sagrados, que transitavam no binarismo masculino-feminino sem serem julgados. Apenas eram. Dois espíritos, um homem completo, um uma mulher completa, dentro de um só ser. Podiam ser excelentes guerreiros, chefes, maridos, esposas, tecelãs, ou mulheres e homens medicina, poderiam ser as duas coisas, se assim sentissem suas naturezas. A sua sacralidade era mantida, pelo poder que emanavam, por serem dádivas do Grande Espírito, por serem simplesmente parte da vida e da natureza que flui, sábia em si mesmo. Seres estes, que justamente por serem tão sagrados e vitais, foram escondidos dos colonizadores. O que dizer das chamadas crianças "índigo"? Todos somos índigos. Todos fomos rebeldes com ou sem causa, tolhidos pela domesticação que nos é imposta, sufocamos nossas potencialidades, nossas vontades e qualidades. Nada de novo, outra vez, se formos analisar como são criados os pequeninos seres nas nossas próprias tribos em território brasileiro, e em outros. Livres, para aprender a cair e a levantar-se. Não precisam de teorias que não seja a sapiência de seus cuidadores em saber que a natureza e a vida se encarrega de ensiná-los aquilo que não pode ser ensinado a não ser por suas experiências.
Por fim, pergunto a cada um que lê nesse momento, que reflexão fazes dentro de ti?
Que roupagem teremos que tomar para que haja respeito para com o que realmente somos?
Porque o "diferente" tanto assusta no hoje? Porque deixamos de ser humanos, deixamos de ser natureza para sair fora dela e vê-la como algo a ser domado. Logo, domamos a nós mesmos e ignoramos o que somos.
Abra a porta para você mesmo, abra-a para que possa ver com os olhos do ser que és em essência, e não com os olhos alheios, míopes e tolhidos de Beleza. Somos todos um nó na teia tecida pela vida e somente juntos, poderemos voltar a ser o que somos, a própria Natureza.
Gratidão Wakan, Makan, às forças sagradas do Céu e da Terra. Às quatro direções que convergem e dissipam-se através do nosso eixo, o nosso coração. Voltemos ao colo de nossos ancestrais. Que sejamos dignos de honrar todos nossos Parentes, sendo quem Somos.
Que caminhemos com a Beleza a nossa frente, atrás, acima, abaixo e ao nosso redor. Que sejam belas as nossas palavras.
Aho. Mitakuye Oyasin!
Assim eu, um winkte, falei."
Menkaiká - Canção das Estrelas
Terra Mistica
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Tempo certo...
"De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo,
dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem
os atropelos do destino,
aquela situação que você mesmo provoca,
por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer:
Qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais.
Quando alguma coisa está para acontecer
ou chegar até sua vida,
pequenas manifestações do cotidiano
enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo,
um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará
de colocar você no lugar certo,
na hora certa, no momento certo,
diante da situação ou da pessoa certa.
Basta você acreditar que nada acontece por acaso. Talvez seja por isso que você esteja
agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais
já estão por perto e você nem os notou ainda.
Lembre-se, que o universo sempre
conspira a seu favor quando você possui um
objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento."
(Paulo Coelho)
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Escolhas...
ESCOLHAS - A VIDA É FEITA DELAS
E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?
Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.
Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.
Martha Medeiros
E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?
Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.
Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.
Martha Medeiros
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Condicionamentos...
"Vivemos em um mundo onde a sociedade nos dá formas, que nós chamamos de normal: mãe normal, pai normal, esposa normal, filho normal, amigo normal, tudo normal, e ai de nós se a gente não se encaixar.
Então fazemos tipos, papéis, personagens, e com o tempo vamos percebendo que para entrarmos nestes conceitos, vamos nos encaixando, nos deplorando, indo contra nosso verdadeiro ser, nos desequilibrando a ponto de criarmos situações horríveis na vida.
De tanto mutilar, socar, reprimir nossa verdadeira natureza, a vida responde ao estímulo criando distúrbios.
Dos condicionamentos que nos foram apresentados durante a infância, um deles é que devemos temer a reação do outro, temer o julgamento do outro. Assim o medo nos domina, e restringe a expressão da nossa verdadeira natureza, criando conflitos.
O caminho da maturidade, da libertação passa pela percepção de que o outro não é tão ou menos importante que eu, é apenas igual."
Então fazemos tipos, papéis, personagens, e com o tempo vamos percebendo que para entrarmos nestes conceitos, vamos nos encaixando, nos deplorando, indo contra nosso verdadeiro ser, nos desequilibrando a ponto de criarmos situações horríveis na vida.
De tanto mutilar, socar, reprimir nossa verdadeira natureza, a vida responde ao estímulo criando distúrbios.
Dos condicionamentos que nos foram apresentados durante a infância, um deles é que devemos temer a reação do outro, temer o julgamento do outro. Assim o medo nos domina, e restringe a expressão da nossa verdadeira natureza, criando conflitos.
O caminho da maturidade, da libertação passa pela percepção de que o outro não é tão ou menos importante que eu, é apenas igual."
segunda-feira, 1 de julho de 2013
O Chamado do Dom...
O Chamado do Dom...
Estamos em um tempo onde o que está sendo pedido de nós é que sejamos fieis à nossa essência... fieis à nossa Alma... onde cada um de nós vai se expressar de forma única trazendo aquilo que é mais genuíno e que vai fazer a diferença para o Todo... Criamos a harmonia do todo ao nos expressarmos com a Alma aqui e agora, e o que deveria ser o mais simples e natural, nem sempre é...
Não é simples nem fácil porque passamos um longo tempo aprendendo justamente o oposto... aprendendo a ser diferentes do que somos em essência... e com isso, essa parte da nossa natureza foi ficando cada vez mais escondida... e, outras partes foram sendo ativadas... partes que precisam lutar pela sobrevivência sem aparente possibilidade de escolha, que nos leva a crer que não podemos levar em conta o que gostamos de fazer, partes que acreditam que têm que seguir regras impostas por uma sociedade de consumo, partes que acreditam que o trabalho deve ser escolhido pelo status, pelo poder, pelo dinheiro e quase nunca pelo Dom... e muitas outras coisas equivocadas que nos ensinaram...
Por muito tempo... a parte mais preciosa da nossa natureza ficou escondida e encoberta e o que isso gerou pode ser visto na sociedade em que vivemos, pessoas que passam a maior parte da vida em trabalhos forçados que geram stress, concorrência, insegurança, medo... e o pior... nos prendem na condição de vítimas... Se eu faço o que não gosto de fazer e não consigo sair dessa posição isso alimenta cada vez mais a vítima que reclama de tudo e se torna cada vez mais impotente, criando situações onde tudo leva a crer que nada depende dela e que a ela só resta mesmo se queixar...
O maior responsável por isso é o medo... medo que nos levou a encobrir pouco a pouco a nossa essência para apresentar coisas que nem de longe nos expressam com verdade.
Os medos e as Memórias ligadas ao medo, de forma consciente ou não, moldam a forma com que nos apresentamos ao mundo, a forma que nos expressamos... e deixamos de nos expressar...
Ao escolhermos, porque sempre estamos escolhendo, de forma consciente ou não, afastar-nos de quem somos para expressar o que não somos, estamos dando um passo cada vez mais profundo em direção ao sofrimento...
Especialmente, nesse tempo em que muitos sentem um chamado da Alma... um chamado do Dom... ou só uma certeza de que existe algo que pede para se manifestar.... vem junto as memórias de medo ligadas às experiências onde já nos expressamos por inteiro e onde, de uma forma ou de outra, sofremos.
Quando buscamos trabalhar com nossos Dons, usando nossa intuição para expressar a verdade mais profunda da nossa Alma, acessamos também os medos gerados pelas vezes onde já fizemos isso e fomos julgados e punidos. Mesmo que hoje não exista nenhum motivo para temermos sermos julgados e punidos, essas memórias ligadas ao Dom são vivas e nos levam a afastar de tudo o que poderia gerar de novo o mesmo sofrimento...
Já acessei alguns desses medos e já atendi pessoas que também trazem essas memórias, na maior parte das vezes de forma inconsciente, sempre que estão em busca de trabalhar com seus Dons... O medo de dar certo, o medo de se expor... de ser julgado... de ser punido... e outros medos que atuam nos afastando daquilo que a gente mais quer... e nos colocando quase sempre como vítima.
Mas, quando vamos além da vítima e olhamos de frente os medos, limpando as memórias... avançando, apesar deles, percebemos que o mundo é muito mais do que eles querem nos fazer crer. Ao invés da vítima nos tornamos guerreiros que lutam contra o que quer que esteja nos afastando da nossa essência. E ao percebermos que não somos vítimas de nada, a não ser de nós mesmos, passamos a criar uma realidade mais feliz... Ao limparmos as memórias de medo ligadas aos Dons... a nossa realidade muda e inúmeras possibilidades se abrem descortinando mais vida onde só havia estagnação... Pouco a pouco, começamos a usufruir da dádiva que é trabalhar com o que se ama fazer... a dádiva que é trabalhar com nossos Dons para melhor servir...
Estamos em um tempo onde o que está sendo pedido de nós é que sejamos fieis à nossa essência... fieis à nossa Alma... onde cada um de nós vai se expressar de forma única trazendo aquilo que é mais genuíno e que vai fazer a diferença para o Todo... Criamos a harmonia do todo ao nos expressarmos com a Alma aqui e agora, e o que deveria ser o mais simples e natural, nem sempre é...
Não é simples nem fácil porque passamos um longo tempo aprendendo justamente o oposto... aprendendo a ser diferentes do que somos em essência... e com isso, essa parte da nossa natureza foi ficando cada vez mais escondida... e, outras partes foram sendo ativadas... partes que precisam lutar pela sobrevivência sem aparente possibilidade de escolha, que nos leva a crer que não podemos levar em conta o que gostamos de fazer, partes que acreditam que têm que seguir regras impostas por uma sociedade de consumo, partes que acreditam que o trabalho deve ser escolhido pelo status, pelo poder, pelo dinheiro e quase nunca pelo Dom... e muitas outras coisas equivocadas que nos ensinaram...
Por muito tempo... a parte mais preciosa da nossa natureza ficou escondida e encoberta e o que isso gerou pode ser visto na sociedade em que vivemos, pessoas que passam a maior parte da vida em trabalhos forçados que geram stress, concorrência, insegurança, medo... e o pior... nos prendem na condição de vítimas... Se eu faço o que não gosto de fazer e não consigo sair dessa posição isso alimenta cada vez mais a vítima que reclama de tudo e se torna cada vez mais impotente, criando situações onde tudo leva a crer que nada depende dela e que a ela só resta mesmo se queixar...
O maior responsável por isso é o medo... medo que nos levou a encobrir pouco a pouco a nossa essência para apresentar coisas que nem de longe nos expressam com verdade.
Os medos e as Memórias ligadas ao medo, de forma consciente ou não, moldam a forma com que nos apresentamos ao mundo, a forma que nos expressamos... e deixamos de nos expressar...
Ao escolhermos, porque sempre estamos escolhendo, de forma consciente ou não, afastar-nos de quem somos para expressar o que não somos, estamos dando um passo cada vez mais profundo em direção ao sofrimento...
Especialmente, nesse tempo em que muitos sentem um chamado da Alma... um chamado do Dom... ou só uma certeza de que existe algo que pede para se manifestar.... vem junto as memórias de medo ligadas às experiências onde já nos expressamos por inteiro e onde, de uma forma ou de outra, sofremos.
Quando buscamos trabalhar com nossos Dons, usando nossa intuição para expressar a verdade mais profunda da nossa Alma, acessamos também os medos gerados pelas vezes onde já fizemos isso e fomos julgados e punidos. Mesmo que hoje não exista nenhum motivo para temermos sermos julgados e punidos, essas memórias ligadas ao Dom são vivas e nos levam a afastar de tudo o que poderia gerar de novo o mesmo sofrimento...
Já acessei alguns desses medos e já atendi pessoas que também trazem essas memórias, na maior parte das vezes de forma inconsciente, sempre que estão em busca de trabalhar com seus Dons... O medo de dar certo, o medo de se expor... de ser julgado... de ser punido... e outros medos que atuam nos afastando daquilo que a gente mais quer... e nos colocando quase sempre como vítima.
Mas, quando vamos além da vítima e olhamos de frente os medos, limpando as memórias... avançando, apesar deles, percebemos que o mundo é muito mais do que eles querem nos fazer crer. Ao invés da vítima nos tornamos guerreiros que lutam contra o que quer que esteja nos afastando da nossa essência. E ao percebermos que não somos vítimas de nada, a não ser de nós mesmos, passamos a criar uma realidade mais feliz... Ao limparmos as memórias de medo ligadas aos Dons... a nossa realidade muda e inúmeras possibilidades se abrem descortinando mais vida onde só havia estagnação... Pouco a pouco, começamos a usufruir da dádiva que é trabalhar com o que se ama fazer... a dádiva que é trabalhar com nossos Dons para melhor servir...
:: Rubia A. Dantés ::
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