quarta-feira, 16 de abril de 2014
"Parcerias existem sim e são extremamente confortáveis para quem sabe o que quer. Para quem não sabe, as portas e janelas estão sempre abertas, basta não entrar ou então, ter coragem e a decência de sair. Quando parei de ser cúmplice de uma dor que não merecia ter morada na minha trajetória, entendi que o descompasso não era meu, mas sim do outro que era refém de um milhão de expectativas surreais sobre a vida e relacionamentos. Passarinho só faz ninho onde encontra abrigo de alma. Se a árvore deixa de fornecer o aconchego de que precisa ele abandona aquele caminho e procura outro mais condizente com suas urgências. Respeitando sua essência, suas necessidades e seu antigo lar que por tanto tempo serviu de colo, conforto e paz. Isso não tem nada a ver com liberdade, mas sim com livre-arbítrio. Demora, mas não existem limites quando a gente redescobre que tem asas."
terça-feira, 15 de abril de 2014
Divagações
Não, infelizmente não é uma postagem sobre a continuação da leitura do livro... Mas esta virá, com o passar dos dias virá com certeza.
As pessoas possuem uma coragem imensa ao me deixar só e desocupada, e é neste momento de "confiança" depositada em minha pessoa que minha mente flui através de pensamentos, leituras, observações, lembranças...
Por que existem pessoas que se sentem na capacidade de julgar outrem?
Por que, em um mundo com um sistema social decadente, um ser humano ainda se acha no direito de dizer que alguém é melhor que outro, ou pior que outro, que algo é bom ou ruim?
As pessoas chegaram a um nível em que perderam a razão.
Se sentem donas de opinião formada. Mas, como VOCÊ pode julgar o que é melhor ou pior para mim?
A vida é formada do constante passar de dias, soma de nossas ações e consequências, de nosso pensar, nosso sentir, nosso querer, nosso agir e a relação disso tudo com a vida dos demais. Justo pois, como alguém pode me dizer o que é melhor ou pior para a minha vida, se não conhece todo este contexto que me envolve? Como alguém pode julgar o que é certo ou errado se chama fulana de fofoqueira, mas ao menor sinal de possibilidade esta falando da vida de alguém?
Creio que falta consciência própria nas pessoas. O que é certo pra mim, pode não ser certo para o outro, mas onde está escrito que o outro tem direito em me julgar? Onde está regrado que minha vida deverá se mover desta ou daquela maneira?
A civilização está em queda, porque chegou em um extremo de morais e valores corrompíveis. Onde o bem do próximo não é mais prioridade. Onde se valoriza o ser bem visto, não o ser feliz.
Amar é quase um crime. Mas, estar sozinho (sim, sozinho, porque solteiros fazem festas, mas não possuem ninguém que ligue que se importe depois) e demonstrar falsa independência é a modinha. O ser humano tem seu auge da evolução quando começou a se relacionar, ser codependente do outro, agir junto. E agora se encaminha para a extinção porque perdeu este laço. Não reconhece os outros seres vivos, muito menos a importância de seus semelhantes.
O ser humano quer tudo da sua maneira. Se não for assim não serve, é excluído, é afastado. A sociedade cria padrões de alienação e controle. Nossa maior praga hoje não se remete a vírus ou doenças incontroláveis, incuráveis. Nossa maior praga é a alienação a este sistema falho, julgador, opressor. Há uma urgência em acordar "A-COR-DAR", dar cor à vida. Viver. No sentido real da palavra. Andar de pés descalços na relva, amar, sorrir, brincar. Desapegar desses valor morais que nos afastam da nossa natureza. Ter consciência que quanto mais você se afasta do próximo por ele não ser como você quer, mais você perde da vida, daquilo que vocês tem em comum, daquilo que vocês podem fazer juntos, combinando qualidade, somando.
É muito simples dividir. Hoje tudo gira em torno desta operação. A salvação da humanidade e do planeta apenas será real quando percebermos que apenas somando seremos capazes de multiplicar. E apenas o bem é capaz de se sobressair.
Só porque não sou aquilo que você esperava, não significa que eu não seja boa, não seja capaz, não seja verdadeira. Deixe de lado suas expectativas, e VIVA. Existir baseando-se na espera não é viver. Viver é sair da zona de conforto e aprender que nem tudo é como esperamos (a maioria das coisas não são assim). Mas sempre há algo de bom. E a bondade prevalece.
As pessoas possuem uma coragem imensa ao me deixar só e desocupada, e é neste momento de "confiança" depositada em minha pessoa que minha mente flui através de pensamentos, leituras, observações, lembranças...
Por que existem pessoas que se sentem na capacidade de julgar outrem?
Por que, em um mundo com um sistema social decadente, um ser humano ainda se acha no direito de dizer que alguém é melhor que outro, ou pior que outro, que algo é bom ou ruim?
As pessoas chegaram a um nível em que perderam a razão.
Se sentem donas de opinião formada. Mas, como VOCÊ pode julgar o que é melhor ou pior para mim?
A vida é formada do constante passar de dias, soma de nossas ações e consequências, de nosso pensar, nosso sentir, nosso querer, nosso agir e a relação disso tudo com a vida dos demais. Justo pois, como alguém pode me dizer o que é melhor ou pior para a minha vida, se não conhece todo este contexto que me envolve? Como alguém pode julgar o que é certo ou errado se chama fulana de fofoqueira, mas ao menor sinal de possibilidade esta falando da vida de alguém?
Creio que falta consciência própria nas pessoas. O que é certo pra mim, pode não ser certo para o outro, mas onde está escrito que o outro tem direito em me julgar? Onde está regrado que minha vida deverá se mover desta ou daquela maneira?
A civilização está em queda, porque chegou em um extremo de morais e valores corrompíveis. Onde o bem do próximo não é mais prioridade. Onde se valoriza o ser bem visto, não o ser feliz.
Amar é quase um crime. Mas, estar sozinho (sim, sozinho, porque solteiros fazem festas, mas não possuem ninguém que ligue que se importe depois) e demonstrar falsa independência é a modinha. O ser humano tem seu auge da evolução quando começou a se relacionar, ser codependente do outro, agir junto. E agora se encaminha para a extinção porque perdeu este laço. Não reconhece os outros seres vivos, muito menos a importância de seus semelhantes.
O ser humano quer tudo da sua maneira. Se não for assim não serve, é excluído, é afastado. A sociedade cria padrões de alienação e controle. Nossa maior praga hoje não se remete a vírus ou doenças incontroláveis, incuráveis. Nossa maior praga é a alienação a este sistema falho, julgador, opressor. Há uma urgência em acordar "A-COR-DAR", dar cor à vida. Viver. No sentido real da palavra. Andar de pés descalços na relva, amar, sorrir, brincar. Desapegar desses valor morais que nos afastam da nossa natureza. Ter consciência que quanto mais você se afasta do próximo por ele não ser como você quer, mais você perde da vida, daquilo que vocês tem em comum, daquilo que vocês podem fazer juntos, combinando qualidade, somando.
É muito simples dividir. Hoje tudo gira em torno desta operação. A salvação da humanidade e do planeta apenas será real quando percebermos que apenas somando seremos capazes de multiplicar. E apenas o bem é capaz de se sobressair.
Só porque não sou aquilo que você esperava, não significa que eu não seja boa, não seja capaz, não seja verdadeira. Deixe de lado suas expectativas, e VIVA. Existir baseando-se na espera não é viver. Viver é sair da zona de conforto e aprender que nem tudo é como esperamos (a maioria das coisas não são assim). Mas sempre há algo de bom. E a bondade prevalece.
O QUE TE FAZ MELHOR QUE EU?
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Rumo a uma nova cultura...
Minhas leituras me levaram a um novo "Bum!" filosófico ontem a noite, quando comecei a ler "Rumo a uma nova cultura - da recusa à re-criação, esboços de uma alternativa ecológica e humana", de Dieter Duhm, sociólogo alemão, que, em 1995, juntamente com a teóloga Sabine Lichtenfels, funda "Tamera", um centro de pesquisa de paz em Portugal. Ele dedicou a vida à criação de um fórum eficaz para uma iniciativa de paz global, à altura das forças destrutivas da globalização capitalista, uma nova cultura, aliada a retomada de nossa ligação com todos os seres vivos e a Grande Mãe, Pachamama, na linguagem dos sábios ancestrais indígenas.
Após minha "descoberta" da teoria do cérebro trino, que nos liga aos nossos ancestrais mais selvagens, Duhm me traz agora uma realidade ainda mais evidente, ligando a derrota dos protestos estudantis dos anos 60 e 70 no mundo todo, à necessária nova identidade humana.
O autor nos deixa claro que toda e qualquer tomada mundial de consciência ecológica anticonsumista é incabível enquanto o ser humano não retomar sua ligação mental-espiritual. Enquanto não rompermos as barreiras derivadas da lógica do sistema capitalista, que nos levou coração, sentido e razão, não poderemos criar uma cultura realmente disposta a salvar o mundo. Ele cita "... só podem ser resolvidas (as questões problemáticas mundiais) de maneira efetiva e duradora quando o ser humano encontrar uma forma fundamentalmente nova de se relacionar consigo próprio, com o próximo, com os outros seres vivos, e com o planeta inteiro. Uma nova forma de se relacionar significa um novo comportamento, um novo modo de vida."
Neste contexto, a questão é que a humanidade deve envolver-se na transição de uma época cultural baseada no lucro, para uma época cultura baseada na vida. Temos que abrir mão do conforto condicionado pelo capitalismo e buscarmos a satisfação da vida no tempo disponível, no relacionar-se, no fazer o que se gosta e, acima de tudo, na real liberdade, rompendo as barreiras impostas pela falsa ideia de valores e morais que prendem nosso "eu" animal no inconsciente, e o liberta nos momentos de extremos do limite de consciência, em forma de raiva, ódio, pensamentos e ações ruins.
"A violência é a erupção de energias vitais bloqueadas. (...) O pacifismo é a luta fundamental contra todo tipo de repressão dos desejos humanos"
O autor cita a sabedoria de um antigo chefe Sioux, dizendo: "Meu povo - não há crescimento sem dor, nem dor sem crescimento. Não nos escondemos da dor, da morte ou da vida. Os ocidentais viram-lhe as costas: recebem carne limpa de sangue em embalagens higiênicas. Tentam negar a santidade da vida, que exterminam, quando matam um mosquito. - Porque nunca nos escondemos do menor grito de dor, iremos sobreviver".
Em cima disso, afirma: "Sofrer faz parte da vida criativa, pois a vida criativa é a superação do velho, é quebra de grades, transgressão de fronteiras. Nossa época é tão complicada e tão contraditória que o ideal comum de uma vida calma,simples, e livre de dor, não tem qualquer sentido criativo. (...) A cura interior é um processo pelo qual o sofrimento se transforma em consciência, recolhimento, energia.(...) Onde as forças elementares do instinto e do crescimento do ser humano colidem com as barreiras sociais, o ser humano divide-se entre um lado "normal", que corresponde às boas maneiras da sociedade, e um "outro" lado, que fermenta no escuro e irrita o ritmo quotidiano com seus sinais de provocação. A verdadeira humanização do mundo humano consiste em libertar o "outro" da sua existência reprimida e, aos poucos, reintegrá-lo na vida diária. O que o ser humano não tiver em conta em um estado consciente de ação, vira-se sempre contra ele... o que ele não domina verdadeiramente acaba por dominá-lo a ele. Cada neurose e cada doença psicossomática é prova do limite da natureza violentada do ser humano."
O que acontece é que o sistema mal pensado dos nossos modos de vida que opera a sociedade de hoje trouxe consigo uma onda de sofrimento pela paralisação de acontecimentos naturais da vida, em todos os níveis. A criação de uma cultura em sintonia com as leis da vida só será possível, antes de mais nada, após a criação de novos espaços sociais e ideais psíquicos, onde os humanos possam retomar uma vida livre e aprender a respirar. Estes espaços surgem apenas quando a cura fiável contra o medo e o ódio - o amor - puder ser desenvolvido sem as mesmas barreiras criadas pela cultura mundial atual.
"A doença biológica da nossa cultura e da nossa civilização é o medo, medo como resultado de bloqueios bioenergéticos e espirituais. E o medo é inimigo do amor. (...) Geralmente não nos damos conta do medo porque os nossos acordos morais , as conversações culturais, as nossas ideologias e formas de comportamento são todos formados por ele. O medo é indissociável do sistema do nosso cotidiano. É o fermento psíquico e catalisador emocional de toda a nossa cultura. A maior parte das pessoas não conseguem nem imaginar o que significa amar sem medo, porque o que elas chamam de "amor" está tão associado ao medo de perder alguém, medos sexuais, medo de autoridade, de rejeição, de ficar sozinho, de traição, que o absurdo da situação já não é nem mais reconhecido. Percebidas são, mais uma vez, apenas as consequências: ciúmes, doença, depressão, e relacionamento rompidos. Amar sem medo é sem dúvida o oposto que em nossa cultura é chamado de amor. A verdade dessas inter-relações pertence ao aspecto mais inacreditável que a nossa época tem para oferecer. Qualquer um que não veja isso, ou pelo menos uma parte disso, pode fechar este livro agora porque para ele só virão mais disparates."
É claro que eu não fechei o livro... rsrsrsrsrsrsrs...
O que precisamos é uma nova filosofia que de fato lide com a mágica da vida. Todas as tentativas, ao longo da história, de melhorar o mundo através da moral e da religião e de dominar com apelos racionais falharam. O ser humano tornam-se verdadeiramente humanos na medida que reconhecem suas verdadeiras necessidades (físicas, emocionais, espirituais) e se realizam socialmente (vida conjunta com outras pessoas). Somente poderemos realizar um novo modelo cultural quando identificarmos um modelo melhor e mais autêntico de auto-realização e satisfação das necessidades, desenvolvendo assim um novo modelo de consumos, reduzindo desgaste de recurso, matérias primas e energia, conseguindo dessa forma a tão esperada salvação do meio ambiente da destruição.
"Só através da reconexão da ação humana com o funcionamento dos processos vitais universais será possível superar a alienação geral da nossa época."
É necessária uma urgente religação com nossa ancestralidade, com nossos irmãos da Terra, e com a Grande Mãe, Gaia. Retomarmos nosso lugar na teia da vida, para então encontrarmos a forma de salvar o mundo.
O livro continua, isto se refere a metade da descoberta apenas... No próximo post continuo, aprofundo e aí começam os conflitos diretos com as barreiras moralistas, culturais, sociais e consumistas do ser humano deste século...
Após minha "descoberta" da teoria do cérebro trino, que nos liga aos nossos ancestrais mais selvagens, Duhm me traz agora uma realidade ainda mais evidente, ligando a derrota dos protestos estudantis dos anos 60 e 70 no mundo todo, à necessária nova identidade humana.
O autor nos deixa claro que toda e qualquer tomada mundial de consciência ecológica anticonsumista é incabível enquanto o ser humano não retomar sua ligação mental-espiritual. Enquanto não rompermos as barreiras derivadas da lógica do sistema capitalista, que nos levou coração, sentido e razão, não poderemos criar uma cultura realmente disposta a salvar o mundo. Ele cita "... só podem ser resolvidas (as questões problemáticas mundiais) de maneira efetiva e duradora quando o ser humano encontrar uma forma fundamentalmente nova de se relacionar consigo próprio, com o próximo, com os outros seres vivos, e com o planeta inteiro. Uma nova forma de se relacionar significa um novo comportamento, um novo modo de vida."
Neste contexto, a questão é que a humanidade deve envolver-se na transição de uma época cultural baseada no lucro, para uma época cultura baseada na vida. Temos que abrir mão do conforto condicionado pelo capitalismo e buscarmos a satisfação da vida no tempo disponível, no relacionar-se, no fazer o que se gosta e, acima de tudo, na real liberdade, rompendo as barreiras impostas pela falsa ideia de valores e morais que prendem nosso "eu" animal no inconsciente, e o liberta nos momentos de extremos do limite de consciência, em forma de raiva, ódio, pensamentos e ações ruins.
"A violência é a erupção de energias vitais bloqueadas. (...) O pacifismo é a luta fundamental contra todo tipo de repressão dos desejos humanos"
O autor cita a sabedoria de um antigo chefe Sioux, dizendo: "Meu povo - não há crescimento sem dor, nem dor sem crescimento. Não nos escondemos da dor, da morte ou da vida. Os ocidentais viram-lhe as costas: recebem carne limpa de sangue em embalagens higiênicas. Tentam negar a santidade da vida, que exterminam, quando matam um mosquito. - Porque nunca nos escondemos do menor grito de dor, iremos sobreviver".
Em cima disso, afirma: "Sofrer faz parte da vida criativa, pois a vida criativa é a superação do velho, é quebra de grades, transgressão de fronteiras. Nossa época é tão complicada e tão contraditória que o ideal comum de uma vida calma,simples, e livre de dor, não tem qualquer sentido criativo. (...) A cura interior é um processo pelo qual o sofrimento se transforma em consciência, recolhimento, energia.(...) Onde as forças elementares do instinto e do crescimento do ser humano colidem com as barreiras sociais, o ser humano divide-se entre um lado "normal", que corresponde às boas maneiras da sociedade, e um "outro" lado, que fermenta no escuro e irrita o ritmo quotidiano com seus sinais de provocação. A verdadeira humanização do mundo humano consiste em libertar o "outro" da sua existência reprimida e, aos poucos, reintegrá-lo na vida diária. O que o ser humano não tiver em conta em um estado consciente de ação, vira-se sempre contra ele... o que ele não domina verdadeiramente acaba por dominá-lo a ele. Cada neurose e cada doença psicossomática é prova do limite da natureza violentada do ser humano."
O que acontece é que o sistema mal pensado dos nossos modos de vida que opera a sociedade de hoje trouxe consigo uma onda de sofrimento pela paralisação de acontecimentos naturais da vida, em todos os níveis. A criação de uma cultura em sintonia com as leis da vida só será possível, antes de mais nada, após a criação de novos espaços sociais e ideais psíquicos, onde os humanos possam retomar uma vida livre e aprender a respirar. Estes espaços surgem apenas quando a cura fiável contra o medo e o ódio - o amor - puder ser desenvolvido sem as mesmas barreiras criadas pela cultura mundial atual.
"A doença biológica da nossa cultura e da nossa civilização é o medo, medo como resultado de bloqueios bioenergéticos e espirituais. E o medo é inimigo do amor. (...) Geralmente não nos damos conta do medo porque os nossos acordos morais , as conversações culturais, as nossas ideologias e formas de comportamento são todos formados por ele. O medo é indissociável do sistema do nosso cotidiano. É o fermento psíquico e catalisador emocional de toda a nossa cultura. A maior parte das pessoas não conseguem nem imaginar o que significa amar sem medo, porque o que elas chamam de "amor" está tão associado ao medo de perder alguém, medos sexuais, medo de autoridade, de rejeição, de ficar sozinho, de traição, que o absurdo da situação já não é nem mais reconhecido. Percebidas são, mais uma vez, apenas as consequências: ciúmes, doença, depressão, e relacionamento rompidos. Amar sem medo é sem dúvida o oposto que em nossa cultura é chamado de amor. A verdade dessas inter-relações pertence ao aspecto mais inacreditável que a nossa época tem para oferecer. Qualquer um que não veja isso, ou pelo menos uma parte disso, pode fechar este livro agora porque para ele só virão mais disparates."
É claro que eu não fechei o livro... rsrsrsrsrsrsrs...
O que precisamos é uma nova filosofia que de fato lide com a mágica da vida. Todas as tentativas, ao longo da história, de melhorar o mundo através da moral e da religião e de dominar com apelos racionais falharam. O ser humano tornam-se verdadeiramente humanos na medida que reconhecem suas verdadeiras necessidades (físicas, emocionais, espirituais) e se realizam socialmente (vida conjunta com outras pessoas). Somente poderemos realizar um novo modelo cultural quando identificarmos um modelo melhor e mais autêntico de auto-realização e satisfação das necessidades, desenvolvendo assim um novo modelo de consumos, reduzindo desgaste de recurso, matérias primas e energia, conseguindo dessa forma a tão esperada salvação do meio ambiente da destruição.
"Só através da reconexão da ação humana com o funcionamento dos processos vitais universais será possível superar a alienação geral da nossa época."
É necessária uma urgente religação com nossa ancestralidade, com nossos irmãos da Terra, e com a Grande Mãe, Gaia. Retomarmos nosso lugar na teia da vida, para então encontrarmos a forma de salvar o mundo.
O livro continua, isto se refere a metade da descoberta apenas... No próximo post continuo, aprofundo e aí começam os conflitos diretos com as barreiras moralistas, culturais, sociais e consumistas do ser humano deste século...
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Das coisas que sinto saudades...
Sinto saudades das férias em família, dos passeios programados, das aventuras juntos, das risadas, do telefone sem fio nos longos caminhos pelo asfalto (O rabo do gato comeu o rabo do gato....kkkkkkk), sinto falta das brigas de irmãs, chinelos voando, castigo por essas coisas bobas. Sinto falta das ferias de inverno passadas na casa do avós. De brincar de Barbie com a minha prima, de fugir de apanhar do meu primo, dos almoços em família, das comidas boas que a vó fazia, torradas, waffles, massas, molhos, sobremesas, coisas só dela.
Sinto falta dos passeios com os avós, as guloseimas dentro do carro, os chimarrões, as risadas.
Sinto falta dos sonhos de criança, crescer, ser bióloga, salvar o mundo, ter um príncipe, ser independente.
Sinto falta da preocupação de pai e mãe, das ligações pra saber como estou, das visitas, das jantas e almoços, das risadas, do amor de pai e mãe em sua mais pura forma.
Sinto falta de tempo, tempo de vida.
É triste, mas de novo chego em um momento em que estou caindo. Novamente culpa minha, fazer o quê. Mas nunca me senti tão sozinha, tão incapaz, tão fraca.
Nunca me senti fazendo todos os esforços da minha alma, e nem um deles ser reconhecidos, nem um ser capaz de acender um feixe de luz.
Sinto que nenhuma palavra supra a dor que sinto. E nenhuma seja capaz de me fortalecer. Na realidade, me faltam 3 palavras, e 3 palavras proferidas de 3 pessoas apenas. Mas a culpa é minha, e tenho que me habituar com ela, e com a falta das palavras.
Penso hoje em apenas uma maneira de acabar com a dor da saudade, a dor da falta, a dor da incapacidade. E é triste chegar aos 25 com esse pensamento. Mesmo sabendo que ainda não é a hora, quem sabe assim resolvo minhas dores, e deixo de atrapalhar algumas vidas, causar alguns problemas com a minha incapacidade, sei lá.
Não sei o que fazer.
Só sei que estou caindo. E desta vez estou só.
Sinto falta dos passeios com os avós, as guloseimas dentro do carro, os chimarrões, as risadas.
Sinto falta dos sonhos de criança, crescer, ser bióloga, salvar o mundo, ter um príncipe, ser independente.
Sinto falta da preocupação de pai e mãe, das ligações pra saber como estou, das visitas, das jantas e almoços, das risadas, do amor de pai e mãe em sua mais pura forma.
Sinto falta de tempo, tempo de vida.
É triste, mas de novo chego em um momento em que estou caindo. Novamente culpa minha, fazer o quê. Mas nunca me senti tão sozinha, tão incapaz, tão fraca.
Nunca me senti fazendo todos os esforços da minha alma, e nem um deles ser reconhecidos, nem um ser capaz de acender um feixe de luz.
Sinto que nenhuma palavra supra a dor que sinto. E nenhuma seja capaz de me fortalecer. Na realidade, me faltam 3 palavras, e 3 palavras proferidas de 3 pessoas apenas. Mas a culpa é minha, e tenho que me habituar com ela, e com a falta das palavras.
Penso hoje em apenas uma maneira de acabar com a dor da saudade, a dor da falta, a dor da incapacidade. E é triste chegar aos 25 com esse pensamento. Mesmo sabendo que ainda não é a hora, quem sabe assim resolvo minhas dores, e deixo de atrapalhar algumas vidas, causar alguns problemas com a minha incapacidade, sei lá.
Não sei o que fazer.
Só sei que estou caindo. E desta vez estou só.
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