sexta-feira, 1 de agosto de 2014

1 ano e ninguém veio...

Há muito tenho imaginado palavras para este texto, e hoje, no dia fatídico, nada me vem a mente, além da sensação de superação, de crescimento e aprendizado.
Hoje faz um ano que parti para um desafio totalmente meu, que punha a prova muitos dos meus medos. Hoje faz um ano que me fiz capaz.
Tenho muito a agradecer pela presença de UM, e pela falta de outros.
Agradecer sim, não julgar, questionar ou qualquer outra coisa.

Cada um entra em sua vida com uma missão, e se afastam quando esta missão se dá por concluída...
Algumas pessoas já possuem consciência disso, outras ainda aprenderão...

Hoje faz um ano!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O último dia...

Tenho pensado muito em como este mundo esta virado. Ou melhor, em como as pessoas estão viradas. Uma quebrada de valores, um descompromisso, um descaso com o próximo, acomodação? Orgulho? Passividade.

Minha leitura hoje cedo falava sobre algo muito importante: aproveitar os dia como se fossem o último.

Não sei o porquê, mas ultimamente ando pensando muito nisso. Creio ser por perceber, sentir na pele, o descaso humano com o próximo.

A níveis indiretos, vejo pessoas acomodadas com o sistema econômico político em que vivemos, apenas pelo fato de que elas estão bem. Não pensam naqueles que não possuem o que comer, e não pensam naqueles que se matam trabalhando para ter alguma coisa na vida, e acabam pagando impostos e mais impostos, bancando bolsa isso, bolsa aquilo, para os que não querem nem ao menos se esforçar para viver, para sobreviver.

Vemos a cada dia mais empresas que adulteram alimentos, apenas com a intenção de "render mais" e ganhar muito mais dinheiro ($$$$). Aliás, o palavrinha maldita essa, que traz apenas problemas para o mundo todo. Imagino que os filhos dos donos dessas empresas não bebam leite, não comam farinha, não bebam suco de uva, e sabe-se lá mais o que temos para aparecer ainda...

Agora, em nível direto... Vejo pessoas querendo ajuda, querendo atenção, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo, querendo,  maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas apenas do jeito delas. Apenas da maneira que elas querem e quando elas querem. E, para as aparências, em sociedade, aí retribuem.

GRATIDÃO. Acho que é essa a palavra que falta nas mentes e corações humanos. Porque, se temos gratidão, esquecemos o orgulho, deixamos a impassividade de lado, estendemos a mão, abrimos o coração. retribuímos, da forma que for. "A vida é a coisa mais frágil, instável e imprevisível que existe."

Há momentos em que nossos problemas são migalhas, perto do que outra pessoa esta passando. Há momentos, em que precisamos esquecer da nossa dor, e ajudar o próximo. Há momentos em que precisamos aceitar que nada é como queremos, que tudo já está escrito, que, se não vivermos aquilo, por mais dolorido que seja, por mais contra que vá aos nossos princípios, nunca entenderemos seu propósito. Tudo na vida acontece por uma razão, e se não estivermos dispostos a seguir seu curso, estaremos aqui apenas existindo, consumindo um pouco de oxigênio e ocupando um espaço precioso na Terra...

"Se você ler isso é,
porque tive a coragem de postar.
Seis meses atrás…
Meu pai estava correndo atrás da minha sobrinha pela casa.
A minha namorada enviava mensagens dizendo:
“Eu te amo.”
Três meses atrás…
Meu pai foi diagnosticado com uma doença neuro degenerativa.
Sem cura,
que iria matá-lo aos poucos.
A minha namorada,
se muda para outra cidade.
Duas semanas atrás…
Meu pai não consegue mais ficar em pé.
Minha namorada,
termina comigo.
A vida é a coisa mais frágil,
instável e imprevisível que existe.
No dia que minha namorada terminou,
voltei pra casa e quando abri a porta,
estava meu pai,
sentado sem força para levantar do sofá.
Passaram 8.433 coisas na minha cabeça.
Comecei a chorar.
Ele disse:
Se você soubesse que hoje é seu último dia de vida,
você passaria ele chorando?
Está aí uma excelente forma de engolir o choro.
Encontrar esperança onde pensava não existir nada.
Falei com meu pai que estava tudo dando errado.
Ele disse:
Todas essas coisas que não eram para acontecer,
aconteceram.
O que acontecerá depois depende de você.
Na mesma hora, liguei para um amigo.
Ele chamou outro amigo e,
saímos para conversar.
Um deles, contou que a mãe também estava morrendo.
Voltei para casa.
Fui até o quarto do meu pai e disse:
“Eu te amo.”
É importante ter tempo para dizer às pessoas que você ama, o quanto você as ama,
enquanto elas podem te ouvir.
Ele começou a chorar.
Eu disse:
Se você soubesse que hoje é seu último dia de vida,
você passaria ele chorando?
Ele sorriu.
Pessoas fazem você seguir em frente.
Se você está sofrendo por amor,
se alguma pessoa que você ama está doente,
não fique puto com o mundo.
Não se torne um babaca.
As coisas caem e quebram, é a vida.
E a vida é dura.
As pessoas cometem erros.
Mas, se você me perguntar,
é a parte que vem depois que importa.
A parte onde você faz a coisa certa.

Citação:

“A vida é a coisa mais frágil, instável e imprevisível que existe.”
“É importante ter tempo para dizer às pessoas que você ama, o quanto você as ama, enquanto elas podem ouvir”

Greys Anatomy."
(http://www.thebrocode.com.br/artigo-172-o-ultimo-dia-da-sua-vida/)

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pessoas, status, check-in e a luta por uma felicidade real!

Em uma palestra do teólogo/filósofo Leonardo Boff sobre as relações humanas na era digital, o referido cita que estamos vivendo a era da Comunicação Total e que se faz necessário uma ética que nos ensine a trabalharmos com a internet, sem sermos escravos dela.
Agora me pego pensando que não basta apenas aprendermos a trabalhar com a internet, temos que reaprender a viver SEM a internet. Vejo pessoas que atualizam seu status, realizam seus check-in no intuito de divulgar suas vidas, suas realizações, suas falsas ideias de serem felizes. O que é felicidade?
Ouvi uma certa vez de um rapaz: "Faço meus check-in sempre, por tudo onde vou. Já pensou se sou sequestrado? Assim meus pais saberão onde estive..." em outro vez ouvi algo tipo "Quem me conhece, de verdade, sabe que não estou feliz" aí essa mesma pessoa coloca suas fotos e seus status escrevendo algo tipo "Felicidade maior não há...". Que mundo é esse que estamos vivendo, se eu não colocar um status falando que sou feliz, não o serei? Se eu postar uma imagem mais triste, é por que estou depressiva?
Imagino quem se presta a perder tempo "conhecendo" as pessoas por seus check-ins...
Vivemos no mundo da Comunicação Total, mas dependemos de recursos tão esdrúxulos  para transmitirmos uma falsa ideia de felicidade, para "ficar bem diante à sociedade". Como se tem uma amizade verdadeira baseada em um mundo de mentiras? Por que você TEM que estar feliz, obrigatoriamente, 24 horas do dia?

O mundo virtual surgiu para facilitar nossas vidas, aproximar as pessoas, e ao contrário disso, está sendo usado como o consumo inconsciente.
Já dizia Érico Veríssimo "O objetivo do consumidor não é possuir coisas, mas consumir cada vez mais e mais a fim de que com isso compensar o seu vácuo interior, a sua passividade, a sua solidão, o seu tédio e a sua ansiedade."

E nos dias atuais, é essa também a função da internet e suas inúmeras redes sociais, seja qual for a forma que se apresentem.

Pessoas vendem suas vidas à uma falsa ideia de felicidade, de plenitude, para ver quantas "curtidas" a mais recebe, para mostrar que não são coitados depressivos em um mundo do descaso humano, para mostrar o quanto são realizadas, o quanto estão fazendo sucesso, o quanto estão crescendo, podendo. É isso, é tudo uma questão de PODER, por isso a própria rede social chama de "status", não teria nome mais característico para isso.

O ser humano e sua mania de grandeza. Esquecendo-se que nada mais é do que um fio da teia de vida... Uma formiga no universo, o pingo no "i" do nome de Gaia.

Leonardo Boff, na palestra, comentou também que o consumismo, materialismo, está encobrindo o PONTO DEUS que temos em nosso cérebro, responsável pela nossa conexão com o todo universal, pela nossa interligação com os demais seres do planeta, e é isto que nos torna cada dia mais desumanos, como máquinas programadas para viver baseadas em um sistema falho, fraca, arruinado. Podem tentar sucumbir nossa natureza, mas o espírito selvagem ainda habita nosso peito, o instinto de sobrevivência é mais forte, e a medida que tomamos consciência disso, somos iluminados espiritualmente, e passamos a buscar o desligamento desse sistema.

Em passos lentos vamos caminhando. Alguns não resistirão, mas aqueles que já percebem, começam a realizar suas mudanças interiores.

De que vale uma bolsa Tiffany no meio da selva? Como uma Ferrari te ajudaria a sobreviver? As prioridades humanas estão viradas, chegou a hora de retomarmos nosso rumo de existência, mostrar à Gaia que valeu a pena a evolução que nos foi concedida, mostrar que podemos mudar o jogo e salvar a todos, antes que seja tarde demais...


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Um dia depois do outro...

Esta semana completar-se-à um ano desde um daqueles dias que se manterá marcado como um dos piores da minha vida...

É interessante a atitude das pessoas. Tu tenta, argumenta, fala, faz, até que nada muda e tu chega ao limite e muda por conta. E é nesse momento que as pessoas querem que um milagre ocorra e estão dispostas a tudo. Será?!
Quando extremos acontecem e você imagina que esperou tempo demais, se limitou demais, percebe-se também que a espera não resultou em nada além de dor. Você privou-se de tal maneira que agora permite-se sentir um sofrimento por todos aqueles envolvidos, que demonstram não se importarem com nada.
Um ano se passou, e inicio uma caminhada de permissão. Permito ser feliz novamente. Permito-me ser forte e habituar-me com a ausência daqueles que demonstram viver muito melhor com a minha "falta". Não, não é bem assim. Apenas entro em um mundo somente meu, cansado de sofrer, de chorar, de descontar em outros uma dor que não merecem. Um mundo onde valorizo quem conseguiu me segurar quando desabei, cheguei lá no fundo. Um mundo onde ainda amo aqueles que resolveram se afastar, amo ao meu modo, e suportando a falta, a distância, o desdenho. Um mundo onde sigo com meus compromissos assumidos há algum tempo já, vivendo pela minha promessa, pela minha honra, com a certeza de que EU não fugi daquilo que assumi pra toda vida.
Um ano se passou e o que acalma a dor da falta é saber que estão melhores sem mim, demonstram isso, e todos sempre dizem que atitude é tudo, então, se assim demonstram é porque estão realmente melhores assim. A minha felicidade se mantém de saber que nada na vida é perfeito, mas que a felicidade mesmo está em fazer o melhor com as imperfeições.
Às vezes me perco por alguns instantes, mas aí retomo todos os planos e projetos estipulados, um breve check list faz a mente se reencontrar. Tem certos amores que ficam guardados no peito e mesmo a falta, mesmo o desdenho, mesmo a distância, os guarda, talvez na esperança de tempos melhores, ou de um acordar ou de uma espera por quebras de orgulhos, que façam todos enxergarem que hoje pode ser o último dia...
Venho tendo alguns últimos dias há algum tempo. Mas o medo é muito maior do que o desejo de me permitir isso.
O que alimenta meu caminho é ver que estou tomando o rumo certo, não porque tenho a certeza de ter a maior felicidade do mundo, mas porque sei que este rumo proporcionou maior felicidade aos demais.

Parabéns! Um ano...

E que a felicidade acompanhe vocês sempre... E que, sempre que possível, lembrem que algum dia eu fiz parte disso... Espero que algum dia alguém comprove que coração é feito de vidro, porque o jeito que o meu quebrou há um ano atrás, ninguém mais irã consertar...

Seguimos...




quarta-feira, 16 de abril de 2014

"Parcerias existem sim e são extremamente confortáveis para quem sabe o que quer. Para quem não sabe, as portas e janelas estão sempre abertas, basta não entrar ou então, ter coragem e a decência de sair. Quando parei de ser cúmplice de uma dor que não merecia ter morada na minha trajetória, entendi que o descompasso não era meu, mas sim do outro que era refém de um milhão de expectativas surreais sobre a vida e relacionamentos. Passarinho só faz ninho onde encontra abrigo de alma. Se a árvore deixa de fornecer o aconchego de que precisa ele abandona aquele caminho e procura outro mais condizente com suas urgências. Respeitando sua essência, suas necessidades e seu antigo lar que por tanto tempo serviu de colo, conforto e paz. Isso não tem nada a ver com liberdade, mas sim com livre-arbítrio. Demora, mas não existem limites quando a gente redescobre que tem asas."

terça-feira, 15 de abril de 2014

Divagações

Não, infelizmente não é uma postagem sobre a continuação da leitura do livro... Mas esta virá, com o passar dos dias virá com certeza.
As pessoas possuem uma coragem imensa ao me deixar só e desocupada, e é neste momento de "confiança" depositada em minha pessoa que minha mente flui através de pensamentos, leituras, observações, lembranças...
Por que existem pessoas que se sentem na capacidade de julgar outrem?
Por que, em um mundo com um sistema social decadente, um ser humano ainda se acha no direito de dizer que alguém é melhor que outro, ou pior que outro, que algo é bom ou ruim?
As pessoas chegaram a um nível em que perderam a razão.
Se sentem donas de opinião formada. Mas, como VOCÊ pode julgar o que é melhor ou pior para mim?
A vida é formada do constante passar de dias, soma de nossas ações e consequências, de nosso pensar, nosso sentir, nosso querer, nosso agir e a relação disso tudo com a vida dos demais. Justo pois, como alguém pode me dizer o que é melhor ou pior para a minha vida, se não conhece todo este contexto que me envolve? Como alguém pode julgar o que é certo ou errado se chama fulana de fofoqueira, mas ao menor sinal de possibilidade esta falando da vida de alguém?
Creio que falta consciência própria nas pessoas. O que é certo pra mim, pode não ser certo para o outro, mas onde está escrito que o outro tem direito em me julgar? Onde está regrado que minha vida deverá se mover desta ou daquela maneira?

A civilização está em queda, porque chegou em um extremo de morais e valores corrompíveis. Onde o bem do próximo não é mais prioridade. Onde se valoriza o ser bem visto, não o ser feliz.
Amar é quase um crime. Mas, estar sozinho (sim, sozinho, porque solteiros fazem festas, mas não possuem ninguém que ligue que se importe depois) e demonstrar falsa independência é a modinha. O ser humano tem seu auge da evolução quando começou a se relacionar, ser codependente do outro, agir junto. E agora se encaminha para a extinção porque perdeu este laço. Não reconhece os outros seres vivos, muito menos a importância de seus semelhantes.

O ser humano quer tudo da sua maneira. Se não for assim não serve, é excluído, é afastado. A sociedade cria padrões de alienação e controle. Nossa maior praga hoje não se remete a vírus ou doenças incontroláveis, incuráveis. Nossa maior praga é a alienação a este sistema falho, julgador, opressor. Há uma urgência em acordar "A-COR-DAR", dar cor à vida. Viver. No sentido real da palavra. Andar de pés descalços na relva, amar, sorrir, brincar. Desapegar desses valor morais que nos afastam da nossa natureza. Ter consciência que quanto mais você se afasta do próximo por ele não ser como você quer, mais você perde da vida, daquilo que vocês tem em comum, daquilo que vocês podem fazer juntos, combinando qualidade, somando.

É muito simples dividir. Hoje tudo gira em torno desta operação. A salvação da humanidade e do planeta apenas será real quando percebermos que apenas somando seremos capazes de multiplicar. E apenas o bem é capaz de se sobressair.
Só porque não sou aquilo que você esperava, não significa que eu não seja boa, não seja capaz, não seja verdadeira. Deixe de lado suas expectativas, e VIVA. Existir baseando-se na espera não é viver. Viver é sair da zona de conforto e aprender que nem tudo é como esperamos (a maioria das coisas não são assim). Mas sempre há algo de bom. E a bondade prevalece.

O QUE TE FAZ MELHOR QUE EU?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Rumo a uma nova cultura...

Minhas leituras me levaram a um novo "Bum!" filosófico ontem a noite, quando comecei a ler "Rumo a uma nova cultura - da recusa à re-criação, esboços de uma alternativa ecológica e humana", de Dieter Duhm, sociólogo alemão, que, em 1995, juntamente com a teóloga Sabine Lichtenfels, funda "Tamera", um centro de pesquisa de paz em Portugal. Ele dedicou a vida à criação de um fórum eficaz para uma iniciativa de paz global, à altura das forças destrutivas da globalização capitalista, uma nova cultura, aliada a retomada de nossa ligação com todos os seres vivos e a Grande Mãe, Pachamama, na linguagem dos sábios ancestrais indígenas.
Após minha "descoberta" da teoria do cérebro trino, que nos liga aos nossos ancestrais mais selvagens, Duhm me traz agora uma realidade ainda mais evidente, ligando a derrota dos protestos estudantis dos anos 60 e 70 no mundo todo, à necessária nova identidade humana.
O autor nos deixa claro que toda e qualquer tomada mundial de consciência ecológica anticonsumista é incabível enquanto o ser humano não retomar sua ligação mental-espiritual. Enquanto não rompermos as barreiras derivadas da lógica do sistema capitalista, que nos levou coração, sentido e razão, não poderemos criar uma cultura realmente disposta a salvar o mundo. Ele cita "... só podem ser resolvidas (as questões problemáticas mundiais) de maneira efetiva e duradora quando o ser humano encontrar uma forma fundamentalmente nova de se relacionar consigo próprio, com o próximo, com os outros seres vivos, e com o planeta inteiro. Uma nova forma de se relacionar significa um novo comportamento, um novo modo de vida."
Neste contexto, a questão é que a humanidade deve envolver-se na transição de uma época cultural baseada no lucro, para uma época cultura baseada na vida. Temos que abrir mão do conforto condicionado pelo capitalismo e buscarmos a satisfação da vida no tempo disponível, no relacionar-se, no fazer o que se gosta e, acima de tudo, na real liberdade, rompendo as barreiras impostas pela falsa ideia de valores e morais que prendem nosso "eu" animal no inconsciente, e o liberta nos momentos de extremos do limite de consciência, em forma de raiva, ódio, pensamentos e ações ruins.
"A violência é a erupção de energias vitais bloqueadas. (...) O pacifismo é a luta fundamental contra todo tipo de repressão dos desejos humanos"
O autor cita a sabedoria de um antigo chefe Sioux, dizendo: "Meu povo - não há crescimento sem dor, nem dor sem crescimento. Não nos escondemos da dor, da morte ou da vida. Os ocidentais viram-lhe as costas: recebem carne limpa de sangue em embalagens higiênicas. Tentam negar a santidade da vida, que exterminam, quando matam um mosquito. - Porque nunca nos escondemos do menor grito de dor, iremos sobreviver".
Em cima disso, afirma: "Sofrer faz parte da vida criativa, pois a vida criativa é a superação do velho, é quebra de grades, transgressão de fronteiras. Nossa época é tão complicada e tão contraditória que o ideal comum de uma vida calma,simples, e livre de dor, não tem qualquer sentido criativo. (...) A cura interior é um processo pelo qual o sofrimento se transforma em consciência, recolhimento, energia.(...) Onde as forças elementares do instinto e do crescimento do ser humano colidem com as barreiras sociais, o ser humano divide-se entre um lado "normal", que corresponde às boas maneiras da sociedade, e um "outro" lado, que fermenta no escuro e irrita o ritmo quotidiano com seus sinais de provocação. A verdadeira humanização do mundo humano consiste em libertar o "outro" da sua existência reprimida e, aos poucos, reintegrá-lo na vida diária. O que o ser humano não tiver em conta em um estado consciente de ação, vira-se sempre contra ele... o que ele não domina verdadeiramente acaba por dominá-lo a ele. Cada neurose e cada doença psicossomática é prova do limite da natureza violentada do ser humano."
O que acontece é que o sistema mal pensado dos nossos modos de vida que opera a sociedade de hoje trouxe consigo uma onda de sofrimento pela paralisação de acontecimentos naturais da vida, em todos os níveis. A criação de uma cultura em sintonia com as leis da vida só será possível, antes de mais nada, após a criação de novos espaços sociais e ideais psíquicos, onde os humanos possam retomar uma vida livre e aprender a respirar. Estes espaços surgem apenas quando a cura fiável contra o medo e o ódio - o amor -  puder ser desenvolvido sem as mesmas barreiras criadas pela cultura mundial atual.
"A doença biológica da nossa cultura e da nossa civilização é o medo, medo como resultado de bloqueios bioenergéticos e espirituais. E o medo é inimigo do amor. (...) Geralmente não nos damos conta do medo porque os nossos acordos morais , as conversações culturais, as nossas ideologias e formas de comportamento são todos formados por ele. O medo é indissociável do sistema do nosso cotidiano. É o fermento psíquico e catalisador emocional de toda a nossa cultura. A maior parte das pessoas não conseguem nem imaginar o que significa amar sem medo, porque o que elas chamam de "amor" está tão associado ao medo de perder alguém, medos sexuais, medo de autoridade, de rejeição, de ficar sozinho, de traição, que o absurdo da situação já não é nem mais reconhecido. Percebidas são, mais uma vez, apenas as consequências: ciúmes, doença, depressão, e relacionamento rompidos. Amar sem medo é sem dúvida o oposto que em nossa cultura é chamado de amor. A verdade dessas inter-relações pertence ao aspecto mais inacreditável que a nossa época tem para oferecer. Qualquer um que não veja isso, ou pelo menos uma parte disso, pode fechar este livro agora porque para ele  só virão mais disparates."
É claro que eu não fechei o livro... rsrsrsrsrsrsrs...
O que precisamos é uma nova filosofia que de fato lide com a mágica da vida. Todas as tentativas, ao longo da história, de melhorar o mundo através da moral e da religião e de dominar com apelos racionais falharam. O ser humano tornam-se verdadeiramente humanos na medida que reconhecem suas verdadeiras necessidades (físicas, emocionais, espirituais) e se realizam socialmente (vida conjunta com outras pessoas). Somente poderemos realizar um novo modelo cultural quando identificarmos um modelo melhor e mais autêntico de auto-realização e satisfação das necessidades, desenvolvendo assim um novo modelo de consumos, reduzindo desgaste de recurso, matérias primas e energia, conseguindo dessa forma a tão esperada salvação do meio ambiente da destruição.

"Só através da reconexão da ação humana com o funcionamento dos processos vitais universais será possível superar a alienação geral da nossa época."

É necessária uma urgente religação com nossa ancestralidade, com nossos irmãos da Terra, e com a Grande Mãe, Gaia. Retomarmos nosso lugar na teia da vida, para então encontrarmos a forma de salvar o mundo.
O livro continua, isto se refere a metade da descoberta apenas... No próximo post continuo, aprofundo e aí começam os conflitos diretos com as barreiras moralistas, culturais, sociais e consumistas do ser humano deste século...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Das coisas que sinto saudades...

Sinto saudades das férias em família, dos passeios programados, das aventuras juntos, das risadas, do telefone sem fio nos longos caminhos pelo asfalto (O rabo do gato comeu o rabo do gato....kkkkkkk), sinto falta das brigas de irmãs, chinelos voando, castigo por essas coisas bobas. Sinto falta das ferias de inverno passadas na casa do avós. De brincar de Barbie com a minha prima, de fugir de apanhar do meu primo, dos almoços em família, das comidas boas que a vó fazia, torradas, waffles, massas, molhos, sobremesas, coisas só dela.
Sinto falta dos passeios com os avós, as guloseimas dentro do carro, os chimarrões, as risadas.
Sinto falta dos sonhos de criança, crescer, ser bióloga, salvar o mundo, ter um príncipe, ser independente.
Sinto falta da preocupação de pai e mãe, das ligações pra saber como estou, das visitas, das jantas e almoços, das risadas, do amor de pai e mãe em sua mais pura forma.
Sinto falta de tempo, tempo de vida.
É triste, mas de novo chego em um momento em que estou caindo. Novamente culpa minha, fazer o quê. Mas nunca me senti tão sozinha, tão incapaz, tão fraca.
Nunca me senti fazendo todos os esforços da minha alma, e nem um deles ser reconhecidos, nem um ser capaz  de acender um feixe de luz.
Sinto que nenhuma palavra supra a dor que sinto. E nenhuma seja capaz de me fortalecer. Na realidade, me faltam 3 palavras, e 3 palavras proferidas de 3 pessoas apenas. Mas a culpa é minha, e tenho que me habituar com ela, e com a falta das palavras.
Penso hoje em apenas uma maneira de acabar com a dor da saudade, a dor da falta, a dor da incapacidade. E é triste chegar aos 25 com esse pensamento. Mesmo sabendo que ainda não é a hora, quem sabe assim resolvo minhas dores, e deixo de atrapalhar algumas vidas, causar alguns problemas com a minha incapacidade, sei lá.
Não sei o que fazer.
Só sei que estou caindo. E desta vez estou só.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Resultados de Brainstorming... Junto e misturado

Segundo modelos meteorológicos testados, só haverá verdadeira estabilização nos níveis de dióxido de carbono quando a temperatura média da Terra aumentar 7°C ou se conseguíssemos reduzir ela a um patamar de 200 anos atrás. Ou seja, qualquer ideia "sustentável" da industria/economia/política atual de redução de emissão de gases sozinha não irá funcionar, porque os ecossistemas atuais não terão a capacidade de processar o que já existe na atmosfera. Então, apenas reduzir os gases não adianta, se não houver uma política consciente de proteção e estímulo ao aumento de áreas preservadas e reconstituição de ecossistemas. Estima-se que em 15 anos, no máximo, não exista mais gelo flutuante no Oceano Ártico. O gelo é capaz de refletir 80% do calor do sol. Então, além do aumento nível oceânico, teríamos o aumento de temperatura. 
Se a humanidade não levar um "tapa na cara" e mudar coletivamente a consciência, a ideia de "sustentabilidade" vendida na mídia não fará nem cócegas na ferida que causamos ao planeta. Precisamos de um choque de consciência, para tomarmos partido e deixarmos de ser povo vendido. De que adianta o pensar sustentável, se mantemos ideias do capitalismo consumista? A mídia nos transmite a ideia do "consumo sustentável", porém crê em uma sustentabilidade capitalista. O que o mundo precisa para que a verdadeira mudança ocorra, é um retrocesso, buscar a ligação entre nossos organismos e Gaia, ligação esta que nossos antepassados mantinham e que, com o tempo, a dita "evolução" fez com que se perdesse. 
Mas, se existe um ar condicionado que me refresca, porque vou me preocupar com o aquecimento global? Igual posso fazer tão pouco... Esse pensamento pequeno que o consumismo introduziu no ser humano é o mais difícil de superar, o maior passo a ser dado.


"Nosso grande medo não é de que sejamos incapazes;
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida.


É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos:

- Quem sou EU para ser brilhante, atraente, talentoso, incrível? - 
Na verdade, que é você para não ser tudo isso?
Bancar o pequeno não ajuda a mudar o mundo. Não há nada brilhante em  encolher-se para que outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. A medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos à outras pessoas permissão para fazer o mesmo." 
(Nelson Mandela)



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Meus 25...



Busquei alguma mensagem legal, das minhas autoras preferidas, para começar o dia de hoje, mas é sem Cecília Meireles ou Martha Medeiros que começo esse texto. Parece sem sentido, ou talvez com muito sentido escrever hoje, mas me bate vontade já que hoje, dizem por aí, que é o meu dia...

25 anos... 1/4 de século... Escrevendo assim, pareço uma idosa. Hahahahahaha
E que expressão melhor, senão esta que nos traz a sensação de ter vivido tanto, vivendo tão pouco?!
Tenho pensado, ao longo de todo 2013 o que estes dois números (25) representariam com sua chegada. E, sinceramente, não cheguei em um consenso.

Se eu perguntar para minha mãe ou para qualquer mulher com mais de 40, irei ouvir que com esta idade já estava casada, cuidando dos filhos, do marido, administrando a casa e, às vezes, até um negócio. Ou seja, com 25 anos você é uma mulher, mas eu – definitivamente – eu não me sinto assim.

Trabalho bastante, estudo mais ainda, cuido da casa, de três cachorros e uma tartaruga lindos, tenho minhas responsabilidades de mulher, mas sou repleta de sonhos, vontades e desejos. A vontade de mudar o mundo começou cedo, firmada com o escotismo, que se mantém forte em minha vida, mas, com o tempo, a gente lê, estuda, aprende, enxerga, e essa vontade de promover a mudança muda. Hoje, sonho em fazer minha parte para salvar o mundo, ou melhor, o ser humano, já que através destes mesmos estudos, concluí que o planeta continuará vivo por mais alguns bilhões de anos, ainda que sem a humanidade.

25... período de transições de desejos femininos, menina/mulher... Oscilações de sentimentos, mas certezas de pensamento. Meus valores continuam os mesmos, ainda que fujam de muita coisa "socialmente correta", praticar o bem, se amar, ser feliz com o que se tem, coisas simples, básicas, necessárias... Andei lendo por aí, e muita gente escreve que os "25" trazem consigo um período de transição, de afirmação, de mudanças... Mas o que é, se não a vida, tudo isso?

Até onde eu sei, desde que nascemos passamos por isso: transições, afirmações, mudanças... Então, meu 1/4 de século nada mais é que uma mediação natural de mais um conjunto de 365 dias vividos, com isso tudo reunido... Simples assim, sem lamentos, nem sofrimentos... E que vem os outros 3/4 deste século, repletos de amizades sinceras, felicidades sem aviso, realizações sem medidas e novos sonhos!!!


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Vejo pessoas celebrando festas, anos de noivado, viagens, bens que adquiriram, coisas que ganharam. Vejo pessoas crescendo em um senso comum, na hipocrisia humana, onde somos os melhores, e para sermos os melhores entre os melhores, precisamos ter, Ter, TEr, TER, TEEEEEEEEER, não importa a que custos.
Celebramos uma sociedade onde se gasta a vida trabalhando para comprar conforto, para se ter dinheiro para se aproveitar o tempo livre dos 70 anos. E quando chegamos ao tão esperado tempo livre, gasta-se o dinheiro para recompor a saúde perdida (Dalai Lama disse em certa vez que isso o surpreendia: http://receitasemisturasdacami.blogspot.com.br/2013/12/sobre-dalai-lama-e-o-que-na-humanidade.html ).

Também vejo pessoas passando fome, morrendo de fome, caminhando quilômetros até uma escola, um hospital, pessoas sem água para beber, sem o mínimo de estrutura para viver, rezando apenas para sobreviver mais um dia.

Humanidade hipócrita essa. Enquanto você acaba com sua vida trabalhando para comprar, adquirir, TER, tem gente apenas querendo um prato de comida. Humanidade desequilibrada essa, com pessoas morrendo de fome, com pessoas morrendo de obesidade; pessoas comendo o mais raro caviar, e pessoas comendo restos de banquetes jogados no lixo, brigando com cães, gatos, ratos, para sobreviver.

HUMANIDADE DESUMANA essa, que se acha superior, apenas porque possui racionalidade. POSSUI RACIONALIDADE? E deixa irmãos morrerem de fome?????? Destrói o planeta onde vive, desmata, polui, corta, pica, derruba, MATA.
Ok, se está muito quente, ligo meu condicionador de ar, 22°C, conforto, vida! E o resto que se exploda.
Quero ver uma criança de rua ligando seu split, quando marca 48°C no termômetro da esquina. Ah, não, péra! Pois é, muitos reclamam do calor, poucos plantam árvores. Muitos derrubam árvores, muitos morrem de calor.

E não menciono isso apenas pelos humanos que morrem, sem o mínimo de conforto que você tem, que você perde sua vida para ter. Nosso planeta é o maior tesouro do universo, um sistema verdadeiramente vivo, codependente, tendo a biodiversidade como maior joia. E a humanidade como ser mais evoluído...  haahahahahahahahahahahaha! Parece piada! O ser mais evoluído se destrói! Já não caminha mais, corre rumo a sua extinção. Levando consigo milhares e milhares de espécies indefesas. Porque o progresso e o dinheiro é o que move a humanidade.

Falam que o aquecimento global é o mal do século. Ok, pode até ser, e não serão os Parques eólicos, nem a Coleta Seletiva que solucionarão o problema. Mas, na última semana, quando os termômetros realmente marcaram 48°C aqui no RS, e a sensação térmica beirou os 60°C, onde as pessoas desmaiaram pela desidratação, insolação, péssima alimentação, o que fizeram os seres evoluídos e racionais? Se enfiaram em seus cubículos, acionaram seus condicionadores de ar, seus ventiladores, ligaram seus televisores, seus computadores, Ipods, Iphones, I isso, I aquilo. Curtiram seus 22°C, reclamando do calor externo, sem o mínimo de consciência das pessoas de rua, dos animais que também existem, dos níveis de CO2 liberados pelos seus equipamentos. Preocupados apenas em refrescar seus corpos naquele dito momento.

Uma árvore consegue manter a temperatura de suas folhas em uma média de 21°C. Olhem só!!!! Muitas árvores = condicionadores de ar naturais, sem gasto de eletricidade, sem aprisionar o homem em quatro paredes e digo mais: produzindo OXIGÊNIO (você apenas precisa disso para viver, nada mais), sombra, purificação do ar, sem falar na beleza que gera, na mudança nas paisagens e tudo o mais...

CONSCIÊNCIA! É isso que falta nessa humanidade "racional" (hahahahaha, ainda acho isso uma grande piada). Consciência pelo próximo, o irmão necessitado, não só irmão/ pessoa que precisa, mas irmão/ animal, todas as especies que nossa biodiversidade planetária tem. Consciência pelo planeta, Gaia, nossa Mãe, que consegue produzir tudo aquilo que precisamos para VIVER, mas não consegue suprir nossa ganância, não consegue gerir nossa falta de consciência. Consciência, para mudar nosso modo de vida, nossas PRIORIDADES de vida, para desenvolver uma verdadeira vontade de VIVER!!!

De nada adianta uma mísera contribuição, chamada pela mídia de Sustentável, se não criarmos uma sociedade verdadeiramente sustentável, uma economia sustentável, um modo de vida sustentável. Se tamparmos o sol com a peneira, estaremos apenas adiando um fim certo, caminhando rumo ao mesmo destino dos dinossauros. Não sei vocês, mas eu quero que meus filhos tenham um planeta ainda habitável para viver de verdade...

"O homem, que deixou de ser escravo da natureza, tampouco é o senhor que nela impera, deveria ser o seu vigilante guardião." (benedito Nunes)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Bonito de se ver

Nada mais bonito do que um casal admirando-se
Não vejo o amor sem a admiração. Admirar é desejar ser igual estando junto. Admirar-se. Admirar a gentileza do homem jurando por Deus. Admirar sua lealdade com os amigos. Admirar seu jeito esforçado de assumir as contas. Admirar seu cuidado treinado com os idosos, cedendo assentos e lugares nas frases.
Admirar os princípios herdados dos pais. Admirar sua masculinidade em sobrecarregar no abraço. Admirar seu riso infantil, sua ingenuidade no tropeço. Admirar sua vivacidade em brincar. Admirar, admirar-se. Admirar a conversa que tem com o filho sobre quem cuida de Deus. Admirar seu temperamento sereno em noites de chuva. Admirar sua inquietude para sair com o sol. Admirar sua concentração numa música nova. Admirar inclusive quando ele amarra os sapatos, debruçado como a água nas escadas.

Admirar seu nervosismo nas provas, nos concursos, nos exames do trabalho. Admirar sua letra com ânsias de terminar. Admirar sua falta de jeito em dançar, compensada pela alegria de estar contigo. Admirar seu modo de transar, sua fixação por poltronas. Admirar quando ele interdita o dia para arrumar aparelhos quebrados. Admirar o perfeccionismo que o impede de ser totalmente seu. Admirar quando ele dorme no meio do filme e finge que assistia.

Admirar suas mentiras encabuladas. Admirar, admirar-se. Admirar sua disposição em ser mais velho no medo e ser mais novo no aniversário. Admirar suas meias sem par na gaveta, suas fotos esquecidas de datas, seus recados de telefone faltando números. Admirar sua capacidade em desmemoriar compromissos. Admirar ao circular o sabão nos seios como se fosse uma vidraça. Admirar seu talento em provocar amizades no trem ou na rua, pouco preocupado em se preservar.

Admirar quando urra desaforos no estádio, logo ele tão civilizado, tão cordato na família. Admirar quando chora e não se enxerga lágrimas, um choro de soluços, recalcado. Admirar sua vocação para pegar a joaninha da gola e a pôr novamente na grama. Admirar como disfarça que perdeu um botão abrindo as mangas ou o zíper quebrado colocando a camisa para fora. Admirar suas palavras de amor, incompreensíveis, mas terrivelmente musicais, e dizer "não entendi", para escutar outra vez. Admirar suas calças apertadas, justas como minhas pernas nas dele na cama.

Admirar sua respiração pesarosa com o luto. Admirar sua caça de baratas voadoras pela sala e perceber que ele tem mais pavor do que eu. Admirar quando gosta de um livro e me conta tudo como se eu nunca fosse ler. Admirar quando fica bêbado e se enrola no cobertor do meu casaco, desculpando-se por aquilo que ainda não fez. Admirar seus roubos nos tabuleiros de criança. Admirar sua dificuldade em se livrar dos pijamas gastos. Admirar sua barba por fazer em minhas coxas. Admirar quando me busca antes de pedir.

Pode-se admirar um homem sem amá-lo. Mas não amar um homem sem admirá-lo.

(Fabrício Carpinejar)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sobre Dalai Lama e o que na humanidade surpreende ele...

"Perguntaram a Dalai Lama:
- O que mais te surpreende na humanidade?
E ele respondeu:
- Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois, perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido."

É estranho pensar nisso de um forma grandiosa e perceber que não se aplica apenas ao indivíduo e sua forma de viver. A nível econômico por exemplo: as pessoas destroem uma área de mata que proporcionava sombra, abrigo para animais, redução de temperatura, para a construção de uma fábrica, que irá produzir condicionadores de ar, com o intuito de serem adquiridos pelas pessoas que derrubaram as árvores para poderem ter um ar mais fresco nos dias de calor.

Então, temos um indivíduo, trabalhador, que gastou tempo de vida e energia, para derrubar as árvores para ter dinheiro e compra o aparelho, sendo que as árvores já supriam a função do produto, sem gastar R$1,00 se quer. A lógica humana capitalista chega a ser ilógica. Pessoas trabalham das 6 horas às 19 horas, não descansam, não sabem mais o que é uma boa noite de sono, não brincam, não se divertem, não curtem o mundo. No mínimo tempo livre que possuem vão para festas, gastam, olhem só, o dinheiro suado, trabalhado, numa vaga ideia de diversão, regada ao álcool tão "revigorante" ao espírito, acordam na metade de um domingo, que seria o dia que teriam livre para aproveitar de verdade, estão de ressaca, dor de cabeça, de mau humor, não fazem mais nada o dia inteiro, e devido ao estado, nem descansar não conseguem. Começa a semana, segunda-feira, dia tão assustador, claro, que outra maneira seria, já que não vivem de verdade?!

A humanidade chegou em um ponto assustador, onde não se vive, se sobrevive. Onde se trabalha para juntar dinheiro para aproveitar a vida. Mas, quando se terá tempo para aproveitar a vida, o dinheiro irá para a recuperação da saúde, que nunca se recuperará por completo. Ou será que alguém acredita que, quando se aposentar com seus 60 anos, ainda terá a mesma disposição dos 30?! Hahahahahahahahahah! Bela piada.

Um complemento, ainda no assunto árvores/temperatura:
"As árvores afetam o nosso tempo e, com isso, o nosso clima, de três maneiras básicas: reduzindo a temperatura, reduzindo o uso de energia e reduzindo ou removendo os poluentes do ar. Cada parte de uma árvore, das folhas às raízes, contribui para o controle do clima.
As folhas ajudam a reduzir a temperatura. Elas refrigeram o ar por meio de um processo conhecido como evapotranspiração, que é a combinação de dois processos simultâneos: evaporação e transpiração (ambos liberam umi­dade no ar). Durante a evaporação, a água é convertida de líquido em vapor e evapora da terra, dos lagos, dos rios e até mesmo de pavimentos. Durante a transpiração, a água atraída da terra pelas raízes evapora das árvores. O processo pode ser invisível aos nossos olhos, mas um carvalho de grande porte pode transpirar 150 mil litros de água para a atmosfera a cada ano [fonte: USGS  (em inglês)]."

Devo dizer: eu não compro condicionadores de ar, eu planto árvores. Além de amenizarem o calor, elas fornecem algo bem importante: OXIGÊNIO. Lembrarei de colocar um estudo sobre diferenças de temperaturas em regiões arborizadas e em locais urbanizados no meu TCC, apenas para comprovações...

Para finalizar: "Todos nascemos com 3 bençãos: uma mente, um corpo e um tempo de vida. A forma como usamos as duas primeiras, determinarão a terceira!"

Seguimos...



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Uma vida mais leve

Já se percebem sinais de que, nos próximos tempos, a vida necessariamente deverá ser mais leve. Estruturas pesadas deverão dar lugar para algo menos exigente. nova consciência parece sinalizar para uma vivência com menos materialismo e mais sensibilidade. Não é tarde e nunca será tarde. Tomara que tal decisão encontre acolhida na maior parte da humanidade. Somente assim será possível ser humano de fato.
As estruturas existem porque pessoas permitiram ou planejaram. Perpetuação de modelos é questão de escolha. o que está aí não veio do nada. Foram apostas ou alternativas que se instalaram e passaram a direcionar a vida. Hoje, em tempos de mudanças, mesmo que timidamente, há indícios de que o cansaço é grande e que será necessário fazer novas opções. Os dias estão passando e, cada vez mais, o peso das ocupações e preocupações parece não dar trégua. Um amanhã diferente continua sendo sonhado, embora pareça distante. Todos necessitam de uma vida mais leve. De nada adianta ser esperto nos negócios, avolumar quantidades, ultrapassar limites, sendo que, logo adiante, o imprevisto acena para o precipício. Correr atrás da recuperação da saúde talvez seja tarde. Reconstruir laços sonhados até a eternidade poderá não ser mais possível. Quando a vida não é leve, as perdas são grandes. A história está repleta de exemplos. Poucos exercitam a consciência. A comodidade é a atitude mais cômoda.
Tenho encontrado pessoas "pesadas" pelo mau humor, rancor e descrença. Há as que se tornam demasiadamente "obesas" por causa da inveja e da soberba. A ganância também tem alterado o "peso" de muitas pessoas, que nem percebem as deformações. Facilmente se acostumam com um modo de vida, sem perceber que é quase insuportável para os outros. Uma vida mais leve supõe harmonia interior, capacidade de administrar quantidades, tempo adequando circunstâncias. Ritmo em sintonia com o pulsar da vida, que tão bem sabe conjugar intensidade com equilíbrio. Isso é sabedoria transformada em alegria. Viver sem perder a essência. Velocidade equacionada pela liberdade de ser e sonhar a partir da essência.

Frei Jaime Bettega


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mulheres

Fugindo um pouco dos habituais textos de conscientização ecológica... Um belíssimo texto sobre como entender as mulheres:



Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.

Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia.

Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e
adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem.

Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia.

Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado,
nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado.

Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.

O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios.

Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.

Só tem mulher quem pode!

Luiz Fernando Veríssimo

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Mensagem de Dalai-Lama

"Embora fique cada vez mais evidente o quão interdependentes somos em todos os aspectos de nossas vidas, isto parece não afetar o modo como pensamos a nosso respeito em relação a nossos irmãos sencientes e nosso ambiente. Vivemos em uma época na qual as ações humanas desenvolveram um poder criativo e destrutivo que alcançou escopo global. Contudo, deixamos de cultivar o correspondente senso de responsabilidade. A maioria de nós só se preocupa com pessoas e propriedades diretamente ligadas a nós mesmos. Naturalmente, tentamos proteger nossas famílias e amigos de perigos. De modo análogo, a maioria das pessoas se esforça para defender seus lares e terras da destruição, venha a ameaça de inimigos, venha de desastres naturais, como incêndios ou inundações.
Tomamos por líquida e certa a existência de ares e águas limpas, o crescimento continuado das plantações e a disponibilidade de matérias-primas. Sabemos que esses recursos são finitos, mas como só pensamos em nossas próprias necessidades, comportamo-nos como se não o fossem. Nossas atitudes limitadas e autocentradas não satisfazem nem as necessidades do tempo, nem o potencial do que somos capazes.
Hoje, enquanto muitas pessoas enfrentam a miséria e a alienação, defrontamo-nos com problemas globais como pobreza, superpopulação e a destruição do meio ambiente. São problemas com os quais temos que lidar em conjunto. Nenhuma comunidade ou nação pode esperar resolvê-los por conta própria. Isso mostra como nosso mundo ficou pequeno e interdependente.
Em épocas remotas, cada aldeia era mais ou menos auto-suficiente e independente. Não havia sequer a necessidade, sequer a expectativa da cooperação de pessoas de fora da aldeia. Você sobrevivia fazendo tudo sozinho. Hoje, a situação mudou completamente. Não é mais adequado pensar apenas em termos mesmo de minha nação ou meu país, para não falar de minha aldeia. Se queremos resolver os problemas com que nos defrontamos, precisamos daquilo que chamei de senso de responsabilidade universal, baseado no amor e na bondade para com nossos irmãos e irmãs da raça humana.
No atual estado das coisas, a própria sobrevivência da humanidade depende de as pessoas desenvolverem a preocupação com a humanidade como um todo, não apenas por sua própria comunidade ou nação. A realidade de nossa situação impele-nos a agir e a pensar com mais clareza. A estreiteza de visão e o pensamento autocentrado podem ter sido úteis no passado, mas hoje só levarão ao desastre. Podemos superar tais atitudes por meio de uma combinação e treinamento." (Trecho da mensagem escrita por Sua Santidade Tenzin Gyatso, Décimo quarto Dalai-Lama do Tibete, para o livro: "Nossa vida como Gaia: Práticas para reconectar nossas vidas e nosso mundo", de Joanna Macy e Molly Young Brown.").


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Consciência...

"... mas as vastas extensões de terras de monocultura não substituem os ecossistemas naturais. Já estamos cultivando mais o solo do que a Terra pode suportar, e se tentarmos cultivar a Terra inteira para alimentar as pessoas, mesmo com agricultura orgânica, seremos como marinheiros que queimam a madeira e cordames do navio para se manter aquecidos. Os ecossistemas naturais da Terra não existem para serem transformados em terra cultivável, mas para conservar o clima e a química do planeta." (LOVELOCK, James. A vingança de Gaia. Ed. Intrínseca, Rio de Janeiro, 2006. P.24.)

Neste mesmo livro, Lovelock expõe que, ainda que parássemos neste momento de consumir todo e qualquer combustível fóssil, a Terra demoraria cerca de 10 mil anos para começar um processo de recuperação dos danos que causamos a ela. Cita também que a causa maior da elevação do nível dos oceanos não se dá pelo derretimento das geleiras intensificado pelo Efeito estufa mas sim, pela elevação gradual de temperatura, dada pelo mesmo efeito, que ocasiona a dilatação da água. As geleiras possuem a função de, assim como as matas e florestas, serem "ar condicionados" de Gaia, funcionando como reguladores de temperatura, contendo os extremismos.
Entretanto, o capitalismo e o aumento vertiginoso da população mundial nos fez verdadeiros assassinos deste sistema de refrigeração. Derrubamos florestas para o cultivo de alimentos, de grãos, de mato, tudo em alta escala. Donos de terras dizem "mas respeitamos a cota mínima de mata nativa que as leis dizem que devemos conservar". E DESDE QUANDO O GOVERNO PODE DIZER QUANTO PODEMOS EXTRAIR OU NÃO DA NATUREZA???

Partindo do princípio que não somos donos de nada, já que nossa vida aqui nos é permitida, assim como de muitos outros seres. A humanidade dominou o mundo, se diz dona de algo que não lhe pertence. Criam documentos que comprovam, baseados em suas leis, quando Gaia certamente não possui um código, com artigos, pois se tivesse seríamos condenados como assassinos, ou pelo menos seríamos culpados por extorquir dela além do que necessitamos para nossa sobrevivência.

Tudo existe por algum motivo. Da maior montanha, ao menor protozoário. Inclusive as moscas têm sua devida função, por mais incomodas que possam parecer. Então, como podemos dizer que respeitando uma lei não estaremos contribuindo para a aniquilação de nossa espécie? O que nos faz melhores que as porções de mata nativa que derrubamos pela nossa ganância? Ou alguém irá me convencer que plantando extensões quilométricas de alimentos, matos, rodovias, iremos garantir a manutenção do sistema de Gaia?

Dia 20 de agosto deste ano foi marcado o Dia de Sobrecarga da Terra. Ou seja, em 8 (oito) meses consumimos a cota de recursos naturais que a natureza poderia nos oferecer para o ano. Significa ainda que este dia foi o marco anual de quando o consumo humano ultrapassou a capacidade de renovação do planeta. Então, a partir do dia 21 de agosto até o dia 31 de dezembro estamos sugando do planeta algo que ele não tem para repor.

Simplesmente, não enxergo como destruindo aquilo que a Terra nos dá conseguiremos manter aquilo que ela nos dá... É confuso, sem lógica. Há bilhões de anos atrás, quando o planeta foi criado, começou uma constante evolução para sua manutenção, espécies foram extintas, novas foram criadas, outras evoluíram, um perfeito sistema, onde aquilo que se adapta permanece. Estima-se que a Terra sobreviva pelo menos mais uns 5 bilhões de anos. Vejam bem, estou falando do planeta. Hoje, somos parasitas aqui. Estamos destruindo a Terra, como um câncer destrói nossas células. E, assim como lutamos por nossas vidas, Gaia luta por ela, e pelos milhões de outras espécies que a habitam sem prejudicá-la. Logo, estamos não só acabando com os recursos naturais, afetando drasticamente o equilíbrio mundial, mas caminhando rumo a nossa própria extinção.

"O comportamento tribal está certamente inscrito na linguagem de nosso código genético. [...] Por sermos animais tribais, a tribo não age unida enquanto não perceber um perigo real e presente. Essa percepção ainda não ocorreu."(LOVELOCK, James. A vingança de Gaia. Ed. Intrínseca, Rio de Janeiro, 2006. P.22.)

Alguns poucos indivíduos, dentre os 7 bilhões que somos, já perceberam o perigo eminente e optaram por uma real mudança de consciência. Infelizmente, se outros não se derem conta do que está acontecendo, poderá ser tarde demais para a humanidade. Yann Arthus Bertrand diz que uma revolução espiritual, no sentido moral e ético, é necessária, onde cada indivíduo vai se dar conta do impacto de sua vida quotidiana ao planeta e, baseado nisso, irá mensurar o que poderá mudar para reduzir este impacto.

Sabemos que cada um tem seu tempo, sua forma de ver as coisas e sua dimensão de mundo, cada um observa e absorve as informações à sua maneira e às digere de modo distinto. Com base nisso, devemos promover uma mudança individual, gradativa para posteriormente partirmos para a mudança humana tão necessária. Enquanto muitos se calam sucumbindo às ordens e anseios de uns poucos, o ser humano mantém-se caminhando para sua aniquilação.

Você pode ajudar a salvar o mundo. Você deve ajudar a salvar o mundo. Tome consciência disso e espalhe essa consciência adiante!




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dia de falar de...

Sabem aqueles dias meio assim, sei lá?!

Todos temos...
Vivemos correndo, ocupados de mais, fazendo demais, trabalhando demais, que muitas vezes não analisamos os fatos, as circunstâncias. Há os que digam que o melhor sempre é a ação, que quem muito espera acaba perdendo as melhores partes. Tudo bem, no modo de vida atual, a sociedade nos faz pensar assim mesmo. Vamos vamos, corre corre... Bem isso...E o que está acontecendo? O que você está fazendo? Está certo? Errado? É justo? Injusto? ACORDA! 

Pensar pra quê?
Para que, quando chegar aquele momento sem fazer nada, aquela hora de respirar, de frear, tua cabeça não seja assombrada por uma enxurrada de perguntas e questionamentos.

Questionamentos esse, que geram dúvidas, receios, raiva, tristeza, dor.
DOR. Passamos o dia correndo e não nos damos por conta como somos frágeis. Aí, você pára. Respira fundo. E se poem a chorar. Isso, põe pra fora toda essa dor. Pára de guardar, ninguém tá vendo mesmo. Agora pensa, em tudo, busca a fonte da dor. Vamos! Já! Revire a mente, encontre-a, como um cão farejador encontrando a muamba traficada. Porque é isso que você busca! O que foi traficado para o interior da sua mente.

Como assim??? Você pergunta. É isso mesmo. Assim mesmo. Pensamento traficado. Mas de onde??? Você segue perguntando. De um lugarzinho mais abaixo. Sabe aquele da música? "Do lado esquerdo do peito..."
É, o maldito, o cruel, é até irônico dizer, mas também insensível, coração. Mas  a culpa não é totalmente dele sabe?! Lembra da correria? Do não parar? Do não pensar? Questionar? Analisar? Justamente... Você correu, você fez, você trabalhou... E empurrou uma série de dúvidas, forçando o coração a absorver.

E, em algum momento você pára, você respira fundo, e o coração entende que agora é a hora! E você chora. Chora por não questionar. Por não analisar. Por deixar essa dor te consumir agora. E a culpa é toda sua, sua porque não pensou. O ser humano é considerado o único ser racional da face da Terra. Racional, do latim "rationalis": aquele que raciocina, dotado de razão. Poutz! Você se dá conta que não seguiu a SUA NATUREZA. Você seguiu uma série de paradigmas impostos pela sociedade. Você fez o que os OUTROS queriam, vocês agiu pelos outros. Você deixou que pessoas além de seu mundo pensassem por você. E pior! Você aceitou isso, ignorou as possíveis consequências.

Mas, por ironia do destino, dizem também que para tudo existe solução, que no final, tudo acaba bem, e que o que está escrito não pode ser mudado.

QUE TAL PARAR PARA PENSAR AGORA?
Creio que ainda exista salvação.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Vida...

Essa tal de vida é curiosa. É impressionante como tudo nela não é horizontal ou vertical, mas sim circular. O que você planta aqui, você colhe ali. As vezes você planta e colhe no mesmo lugar, mas a vida precisa dar uma volta de 360° pra chegar no seu objetivo final. As vezes você rejeita aqui, mas ali passa a querer de volta. A dinâmica da vida é interessante. Sabe quando você é dispensando de um trabalho e lá na frente encontra o seu antigo patrão no mesmo lugar, e você em uma outra etapa da vida? Talvez ser dispensado tenha te ajudado a crescer. Ou quando acaba um relacionamento, e lá na frente não entende como chegou a gostar daquela pessoa? Eu não sou daqueles que descarta as coisas boas só porque o final não foi “feliz”. Se fosse assim, eu jamais gostaria de Lost por ter tido um final tão questionável (e olha que eu gostei). A trajetória foi linda. Quando eu faço uma viagem, não penso só na partida e chegada. Eu penso na estrada. Penso nos momentos que vamos ter no caminho. As vezes algo muito bom tem que acabar. É inevitável. O fim machuca, mas ensina. E quem disse que é errado se entregar em tudo que você queira fazer nessa vida? Errado é não se entregar.

Essa tal de vida é uma brincalhona. Quando você decide seguir um rumo, ela vem e dá um punch na sua cara. Ela te mostra que existem outros caminhos interessantes. Talvez outras oportunidades. A vida te aproxima e te afasta dos amigos. A vida te aproxima e te afasta de quem você ama. A vida é linda, mas é cruel quando quer. Quando eu digo que estamos aqui na Terra apenas para amar e ser feliz, é porque eu acredito. Mas eu sei que não é fácil. Talvez por isso eu valorizo tanto esses dois objetivos. Da mesma forma que temos como objetivo ter um bom emprego, ter uma boa faculdade, ter bens materiais… acredito que também temos que colocar como objetivo “ser feliz”. O que é ser feliz? Talvez seja jogar fora tudo aquilo que te faz mal. Talvez seja aprender que é bom estar do lado de quem te faz bem. Talvez seja dar risada com amigos. Talvez seja brigar com seus amigos. Talvez seja fazer as pazes com os seus amigos. Talvez seja conversar besteira com seus irmãos, pai, mãe. Talvez seja conversar com seus colegas online. Talvez seja mandar uma mensagem no WhatsApp para aquela pessoa que você se importa. Talvez seja assistir aquele filme que você tanto queria. Talvez seja olhar pra cara do Timão e imaginar ele cantando Hakuna Matata (olhei agora e imaginei, haha). A gente tem que se agarrar aquilo que nos faz bem.

Essa tal de vida é surpreendente. Sabe aquela sensação de estar muito bem com você mesmo, daí você olha pra trás e pensa: “é, passou”? A vida é feita de recomeços e fins. Talvez algumas coisas não precisassem ter fim, né? “Nem tudo é pra sempre”. Ouvi isso de tanta gente. Eu consigo dizer várias coisas que são pra sempre. E acho que todo mundo tem algo assim na cabeça! Sabe o que é pra sempre? A minha busca pela felicidade. É quase que insaciável. Eu sou igual ao Calvin: “Felicidade não é boa o suficiente pra mim, eu exijo EUFORIA”. Acho que todos deveriam levantar a bunda a cadeira, sair dessa zona de conforto e tentar mudar um pouco a sua vida. Sabe aquela máxima do filme Curtindo a Vida Adoidado? "A vida passa rápido demais, e se você não parar de vez em quando para vive-la acaba perdendo seu tempo”.

Sinto que estou fortalecido. Queria que todo mundo estivesse também. E estou muito disposto e doido pra arriscar! A estrada é longa, bora aproveitar a viagem. Quem quer subir no carro?"


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Caminhos...

Escolhas são precedidas de renúncias.
Quando escolho aquilo, abro mão do outro ; se vou por aqui, deixo de ir por ali ; caminhando até lá, deixarei de caminhar até o outro lado.
Não posso ter tudo o que quero.
Decidindo por determinado caminho  serei obrigado a fazer outras escolhas, de forma que na vida  sou colocado sempre em cheque.
Uma escolha pode determinar como serei eu, filhos, netos e assim por diante e, diante disso, a possibilidade de errar faz com que muita gente simplesmente não ande.
Se em tudo há cobranças e errar pode ser fatal, como caminhar ?
Acontece que ficar parado também é uma escolha e, acredite, entre todas decidir não caminhar geralmente é uma das piores.
É como querer ficar parado na esteira rolante.
A vida se move muito rápido para que eu resita a caminhada.
Faça seu caminho.
Querer o mundo inteiro é ficar sem nenhum a medida em que, pensando assim, você abre mão de ter o único que lhe completará: seu próprio mundo.
De dentro para fora, primeiro no coração, mente, sentidos, depois o mundo de fora que será nada menos do que reflexo do que  antes começou aí; em que mundo você quer viver ?
Lembre-se que sempre haverá renúncias, nem tudo o que você quer será exatamente assim mas, se resistir a caminhada, nunca saberá o que tem pela frente
Siga em direção ao seu mundo, faça suas escolhas, caminhe e, acredite: você ainda terá muitas surpresas. Afinal de contas meu mundo é exatamente do tamanho do que antes decidi ser interiormente.

Que caminho você vai seguir ?