terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Arnaldo Jabor...
"O Rio Grande do Sul é como aquele filho que sai muito diferente do resto da família. A gente gosta, mas estranha. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil . Até o começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um jeito diferente de ser.
Começa que diverge no clima: um Brasil onde faz frio e venta, com pinheiros em vez de coqueiros, é tão fora do padrão quanto um Canadá que fosse à praia. Depois, tem a mania de tocar sanfona, que lá no RS chamam de gaita, e de tomar mate em vez de café. Mas o mais original de tudo é a personalidade forte do gaúcho. A gente rigorosa do sul não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros do litoral, como cariocas e baianos. Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis.
Há quem interprete que foi o desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o famoso temperamento belicoso dos sulinos.
É uma teoria - mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem de Luis Fernando Veríssimo que recebia seus pacientes de bombacha e esporas, berrando: "Mas que frescura é essa de neurose, tchê?"
Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê- la. Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta.
Gaúcho que se preze já nasce montado no bagual (cavalo bravo). E, antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente da jeito americano, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada, ou armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou três.
Mas por baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos e costumes locais. Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos. Um dos poemas prediletos é "Chimarrão", do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem estrofes como: "E a cuia, seio moreno/que passa de mão em mão/traduz no meu chimarrão/a velha hospitalidade da gente do meu rincão." (bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).
Esse regionalismo exacerbado costuma criar problemas de imagem para os gaúchos, sempre acusados de se sentir superiores ao resto do País.
Não é verdade - mas poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.
O Rio Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do País, segundo o IBGE e o da população mais longeva da América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde. E ainda tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models. (eu já sabia!!! rss) Além do gaúcho, chamado de machista", qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor)?
Macanudo, tchê. Ou, como se diz em outra praças: "legal às pampas", uma expressão que, por sinal, veio de lá.
Aos meus amigos gaúchos e não gaúchos, um forte abraço!"
Arnaldo Jabor - Os Gaúchos
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Os melhores momentos no escotismo são...
Texto que resume a minha experiência com o escotismo...
"Os melhores momento no escotismo são:
- Sua promessa;
- Obter a sua insígnia máxima;
- Cantar em uma fogueira;
- Portar com muito orgulho o seu uniforme, e sobretudo o seu lenço;
- Fazer atividade debaixo de chuva;
- Montar acampamento depois de uma longa caminhada;
- Fazer amigos;
- Poder ajudar a todos, estando Sempre Alerta;
- Contar piadas, mesmo que já tenham sido contadas em diversos outros acampamentos;
- Deitar ao chão para apreciar as estrelas;
- Levar um amigo para ser escoteiro;
- Contar estórias nas noites de atividade;
- Rir de seus proprios tombos e escorregões na lama;
- Ensinar algo aos escoteiros menores;
- Fazer bons trabalhos e estar satisfeito;
- Cantar com braços entrelaçados ao final de grande eventos;
- Aproveitar o aniversário do seu grupo como se fosse o seu proprio ;
- Tomar um longo banho ao retornar de um acampamento;
- Saber o que fazer para socorrer quem necessita;
- Esquentar-se com os companheiros quando faz frio nas atividades;
- Escutar o eco do nosso Sempre Alerta!;
- Reconhecer a obra de Deus convivendo na natureza;
- Sentir que não está sozinho;
- Saber bem o que significa - "Irmão Escoteiro";
- Não ter vergonha em chorar nas cerimônias;
- Dar o grito de sua patrulha;
- Compartilhar o que você tem;
- Se perder numa mata, saber como encontrar o caminho;
- Comer chocolate na barraca antes de dormir e depois dormir sem escovar os dentes e não
ficar com sentimento de culpa por causa disso;
- Ver que seu velho uniforme já não lha cabe muito bem;
- Comer salsichas com macarrão por anos, como menu principal;
- Servir sem esperar retorno;
- Pensar que envelhecerá e seguirá sendo escoteiro;
- Ter amigos de lugares muito distantes, e ainda que saiba que nunca poderá encontrá-los
novamente, lembrar deles com muito carinho;
- Relembrar de um último abraço como o primeiro de uma grande amizade."
SAPS!!!
(Fonte: http://www.gemantiqueira.com.br/melhores_moment_144.html)
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