segunda-feira, 27 de maio de 2013

Poema Escoteiro

“Um poema uma saudade”

Eu gosto de acampar, De por a mochila as costas,
De sentir o seu calor, ir por estradas sem fim.
De parar para descansar, olhar as flores silvestres,
Sentir o sol me queimando, e seguir no horizonte,
Nas montanhas de marfim.

Eu gosto de andar com todos, colocar o pé na estrada.
Sentir a poeira no rosto, cantar uma canção bem bolada,
Junto com amigos queridos. De sentir o meu suor,
E esperar o meu "Chefe", Que vai dar a bela ordem:
- Parando! É hora de descansar.

Eu gosto de chegar lá, Onde será nosso lar,
Pois é onde vamos viver, amando a nossa patrulha.
Gosto de ver a turma, correria nas barracas,
Do pórtico e do fogão, em suspenso com o barro,
Da mesa feita tão simples, e que vamos orgulhar.

Como eu amo tudo isto. De tudo feito com as mãos,
Sem muita apresentação. Gosto das noites de luar,
De olhar para o céu, ver as estrelas brilhantes,
Levar um pequeno susto, Quando o cometa passar.

Gosto da água fria, de um riacho qualquer.
Deitar na relva e dormir, acordar de madrugada,
O cantar da passarada e ver o orvalho cair.
Gosto da minha barraca, descansar da minha luta,
Pois nela que vou dormir. E quando a hora chegar
Vou sonhar com tudo isto, vou passear na nuvem branca,
Quando a Patrulha se levanta, em busca do nosso amanhã.

Gosto de ver a fumaça, do fogão à lenha queimando,
Do nosso alegre cozinheiro, com os seus olhos vermelhos,
Como se fosse chorar, e sorrindo ele sabe,
Que não é só amizade é pertencer à equipe,
De meninos de estipe, uma união sem igual.

Gosto de olhar minhas mãos, com muitos calos marcados,
Pois o facão e o machado, o sisal e o cipó,
Não perdoam a ninguém. Disso sabem os escoteiros,
Pois todos são bons mateiros, aprendendo a viver.

Gosto de olhar ao longe, ver o simpático lago azul.
Peixes que pulam na água, e sempre dou boas risadas,
Pois não consegui pescar. Gosto de ver os amigos,
Das patrulhas lá ao longe, construindo muitas pontes,
Ninhos de águia, pórticos, turma boa, sempre avante!

E Sabe? Eu gosto de terminar, uma boa pioneira,
Dar uns passos atrás, por as mãos junto à cintura.
E ver o trabalho que fiz. Como é gostoso saber
Que glorioso esforço em também o conseguir.

Gosto de cair ao chão, na grama do acampamento.
Dou risadas com amigos, pois ali é união,
Não é um jogo qualquer. Onde dizem que sou fraterno,
Que não é hoje é eterno, o nosso doce amanhã.

Gosto de jogar um bom jogo, um bom Scalp gostoso,
Uma boa corrida na selva, uma boa luta na relva,
Ou então imaginar, pois ali o jogo é tão sério,
A busca da força amiga, onde se vive a sonhar.

Gosto de sentar a noite, na porta da minha barraca,
Fazer um pequeno fogo, sentir a grande alegria, de ver,
A Patrulha aproximando, um café quente e fervendo,
Conversas jogadas ao vento, saudades da minha escola,
Da namorada amada, da mãe que não há momento,
Alcançar o seu intento, beijar o seu rosto e sorrir.

Gosto de ficar matutando, sentir o cheiro do mato,
Ouvir o som do regato, o cantar de um sabiá,
Um vagalume perdido, o uivo de um lobo guará,
Bem distante, lá nos montes verdejantes,
Onde ele anda errante, onde é o seu habitat.

Como adoro beber, a água de uma nascente,
Tão fresca e tão brilhante, e de olhos fechados na fronte,
Sentir o orvalho caindo, no rosto daquela manhã.
Do som da passarinhada ao anunciar nos gritantes,
Até o grilo falante, cantando o alvorecer.

Gosto de correr pelos campos, sentir a brisa no rosto,
O vento que vai e vem. Gosto de ver o meu "Chefe",
Bom sujeito boa praça, que um dia me deu tudo,
Que não perde um segundo, ensinando o que serei.

Gosto muito da alvorada, da bandeira arvorada,
Em um galho firme qualquer. De fazer à saudação,
Sentir-me um patriota, saber que a maciota.
Não faz parte do saber. Ver a Bandeira tão verde,
O vento soprando forte, e ela representando a nação.

Gosto mesmo sou menino, eu adoro o escotismo,
Que vive dentro de mim. Adoro as flores silvestres,
A formiga que não para, a coruja que não ri,
O tatu que se esconde no seu buraco infernal.

E para terminar a vocês eu digo, eu faço o que eu decido,
Na sede ou acampando, o saber estou buscando,
Para ser alguém amanhã. Adoro ser Escoteiro,
Correr em busca do tudo, sentir no corpo o orgulho,
De cumprir minha lei, de cumprir minha missão.

Um dia fiz a promessa, a todos eu prometi,
Que seria homem honrado, do escotismo apaixonado,
Olhando até nas alturas, em busca das aventuras,
Que só podemos encontrar, no meu escotismo amado.

Você que ficou aqui, bem no centro da cidade,
De onde não sinto saudade, pois é no campo aonde eu vou.
Vou correr pelas campinas, com meu chapéu Escoteiro,
Com meu olhar mateiro sentindo o sol da manhã.

Adeus, você que fica não chore, com minha brusca partida,
E se um dia quiser vá me encontrar lá onde estou.
Coloque sua mochila, aprume a sua bandeira,
Cante uma bela canção, um belo sorriso no rosto,
E venha me encontrar.

Pois aqui na ventania, esperando com alegria,
Olhando sempre o horizonte, esperarei por você,
A surgir atrás dos montes e dizer com muito orgulho:
Meu amigo meu irmão, acredite,
Agora eu sou como você. Eu sou Escoteiro.

Osvaldo um escoteiro

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Amor escoteiro...


"parte dos seus amigos começam a duvidar da sua existência no final de semana. indiferente do quão atrativa seja a tal festa da faculdade, todos os seus sábados você já tem compromisso marcado. é difícil um sábado que você não esteja acampando. a espera pelo final de semana é prazerosa. seus pensamentos ocupam tanto a sua mente que você só consegue pensar em arrumar sua mochila minutos antes de abandonar o aconchego de sua casa. e é incrível a habilidade que você cria em fazer isso tão bem e rápido. mochila nas costas, lenço no pescoço e pé na estrada. seu caminhar é firme e sua mente é curiosa. cada passo beira o desconhecido e você não se cansa da jornada. quanto mais você se aproxima da natureza, mais percebe o quanto ela já faz parte de você. a partir da chegada, cada momento traz uma imensa simplicidade que o torna único. o aprendizado acontece, na maior parte das vezes, por experiências simples já vivenciadas, como aquele tênis que ficou para o lado de fora da barraca, o contrabando mal escondido, os bichos que entraram por não fechar o zíper da barraca, o sinal de pista que sumiu do caminho, a bússola que norteou para o sul, a roupa pendurada na chuva, o bambu cortado antes do nó e o repelente que ficou na prateleira do banheiro de casa. e para solucionar todas essas adversidades, basta um sorriso. um dia de acampamento é suficiente para alimentar Monstrópolis, apenas com risadas. o riso é natural. é espontâneo. tudo vira motivo de graça. e o melhor disso, é a alegria compartilhada com quem está ali do seu lado. ah, são pessoas fantásticas. totalmente dispostas a fazer o bem, seja para você ou seja para o mundo. e é junto delas que você não apenas cresce, mas evolui. você torna-se fortemente delicado e delicadamente forte. preparado para enfrentar qualquer situação. com elas, você aprende a dar abraços apertados e a dividir tudo que um dia você pensou ser indivisível. vocês tornam-se companheiros e cúmplices. juntos, deitam-se na grama e ficam lá por horas. as conversas criam asas e as nuvens criam formas. tudo que há de divertido, está ali. os aplausos ao por do sol eternizam o dia e a lua já está preparada para o seu espetáculo. ah, um céu de acampamento é inexplicável. é mais fácil calcular o espaço do céu que não tem estrelas a contar cada uma delas. e quando o frio começa a aproximar as pessoas, nada como uma boa fogueira para aquecer a noite. uma roda, um violão e infinitas canções. e o cantar do galo começa a trazer um aperto. a volta para a realidade já está próxima. mas uma coisa é certa. sua mochila está mais pesada agora. além das roupas que estão extremamente sujas e parte delas rasgada, você está carregado de grandes experiências. e a sensação de dever cumprido e de deixar o mundo um pouco melhor do que encontrou faz você acordar extremamente feliz em uma segunda-feira, com o riso escapando inconscientemente pelos cantos da boca e a ansiedade pelo próximo final de semana. e as lembranças? ah, as lembranças mal chegaram e já abriram a geladeira, tiraram os sapatos e sentaram-se no sofá, como se estivessem em casa. e estão. feliz dia mundial do escotismo. uma vez escoteiro, sempre escoteiro."

Autora: Stephanye Luchtenberg