sexta-feira, 12 de julho de 2013

Escolhas...

ESCOLHAS - A VIDA É FEITA DELAS
E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.

Martha Medeiros

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Condicionamentos...

"Vivemos em um mundo onde a sociedade nos dá formas, que nós chamamos de normal: mãe normal, pai normal, esposa normal, filho normal, amigo normal, tudo normal, e ai de nós se a gente não se encaixar.

Então fazemos tipos, papéis, personagens, e com o tempo vamos percebendo que para entrarmos nestes conceitos, vamos nos encaixando, nos deplorando, indo contra nosso verdadeiro ser, nos desequilibrando a ponto de criarmos situações horríveis na vida.
De tanto mutilar, socar, reprimir nossa verdadeira natureza, a vida responde ao estímulo criando distúrbios.

Dos condicionamentos que nos foram apresentados durante a infância, um deles é que devemos temer a reação do outro, temer o julgamento do outro. Assim o medo nos domina, e restringe a expressão da nossa verdadeira natureza, criando conflitos.

O caminho da maturidade, da libertação passa pela percepção de que o outro não é tão ou menos importante que eu, é apenas igual."